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Foragido há um mês, médico condenado por tráfico de órgãos se entrega em Poços de Caldas

Anestesista tenta reconsideração de habeas corpus, já concedido a dois colegas

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Médico foi condenado a 14 anos de prisão e pagamento de multa de R$ 452 mil
Médico foi condenado a 14 anos de prisão e pagamento de multa de R$ 452 mil

Condenado pela retirada de órgãos do menino Paulo Pavesi antes da confirmação da morte cerebral em abril do ano 2000, o médico Sérgio Poli Gaspar, que estava foragido desde 6 de fevereiro, se entregou nesta terça-feira (11) no presídio de Poços de Caldas, no sul de Minas. Ele deu entrada na unidade prisional às 6h, segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social.

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O anestesista teve o habeas corpus negado na última semana pela 1ª Câmara Criminal justamente por ter o paradeiro desconhecido. Outros dois médicos condenados por participação no esquema ficaram presos durante um mês e conseguiram a liberação na noite de sexta-feira (7). Cláudio Carneiro Fernandes e Celso Scafi deixaram o presídio alegando inocência. Eles terão de cumprir medidas enquanto recorrerem liberdade, como a proibição de entrar na Santa Casa ou de deixar a cidade sem autorização judicial.

O advogado de Sérgio Poli Gaspar entrou nesta terça-feira (11) com pedido de reconsideração para ter o habeas corpus concedido. Segundo o Tribunal de Justiça, a decisão será tomada pelo desembargador Flábio Batista Leite. A pena, definida pelo juiz Narciso de Castro, é de 14 anos de prisão em regime fechado e multa de R$ 452.500.

Scafi e Fernandes foram condenados, respectivamente, a 18 e 17 anos de prisão em regime fechado por submeter o paciente, Paulo Pavesi a procedimentos inadequados, adulteração de diagnóstico da morte encefálica e retirada dos órgãos. O garoto havia caído da grade do playground do prédio onde morava. Eles respondem em outro processo pelo homicídio da criança, que foi aditado e aguarda recurso. Outros quatro médicos recorrem da decisão de terem sido levados a júri popular pela morte.

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