Fotógrafa recria fotos históricas em cenários do sul de Minas Gerais
Projeto "E se fosse em Pouso Alegre?" reproduziu imagens famosas como a do quadro do filme "O Garoto" de Charlie Chaplin
Minas Gerais|Ralph Assé*, da Record TV Minas

Bastou um incentivo para que o projeto tomasse forma. Mineira de Pouso Alegre, a 399 km de Belo Horizonte, a fotógrafa Cris Vieira recriou fotos históricas e conhecidas em cenários da cidade do sul de Minas. O projeto, nomeado de "E se fosse em Pouso Alegre?", foi custeado pela Lei Aldir Blanck.
"Inscrevi o projeto e pensei em fazer fotos que valorizassem a cidade. Claro que não fica igual, mas busquei preservar ao máximo as características de Pouso Alegre", disse a fotógrafa.
Foram reproduzidas seis imagens, entre elas o famoso quadro do filme "O Garoto" de Charlie Chaplin, cujo registro original tem mais de um século. Cris explica que, na verdade, a iniciativa teria 10 fotos, mas a chuva e o isolamento da Covid-19 atrapalharam os planos e tudo foi feito às pressas.
"A verba foi liberada no fim de dezembro e o prazo para a entrega das fotos era de 30 dias. Janeiro é um mês de chuva. Foram 15 dias de temporais e depois fiquei em isolamento por mais 10. Tive que fazer tudo em 5 dias", explica.
A profissional, que atua no ramo há 14 anos, contou com ajuda de amigos e conhecidos para colocar a ideia em prática. Segundo ela, todos os participantes das fotos são atores profissionais e trabalham com projetos culturais. Uma ação em equipe que resultou em uma repercussão no Brasil e no mundo.
"Não imaginava que teria esse alcance e que iria repercutir nos canais de TV, nos jornais. Foi parar nas redes sociais, muita gente compartilhando e chegou até em outros países", relata.
Escolha das fotos

A escolha das fotos para a reprodução partiu de várias pesquisas. "Busquei fotos históricas que encaixassem nos cenários daqui de Pouso Alegre para ficar o mais parecido possível, além de tentar preservar as características das imagens originais", explica.
"Não escolhi aquela foto dos Beatles, da faixa de pedestres. Quis algo diferente para Pouso Alegre", exemplificou a fotógrafa que utilizou do critério de não escolher fotos muito famosas como a da banda britânica.
Cenários

Do prédio mais alto de Pouso Alegre até o fundo do quintal de uma casa. Os cenários para a reprodução demandaram um olhar bastante apurado.
"Eu escolhi as fotos e já fui pensando nos lugares que já conhecia", disse Cris Vieira.
Ela lembra ainda dos bastidores da produção e pós-produção. "Fomos atrás de figurino, de algumas locações e das autorizações para fotografar. E tinha cabelo e maquiagem ainda para fazer. No segundo dia de fotos choveu e tive que tirar pingos de chuva das roupas dos modelos em programas de edição", conta.
*Estagiário sob supervisão de Ana Gomes















