Funcionários do metrô de BH ameaçam paralisar por vacina
Trabalhadores se reuniram com o prefeito Alexandre Kalil e pediram previsão de data para receberem o imunizante da covid-19
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

Os funcionários do metrô de Belo Horizonte ameaçam se juntar a uma ação nacional e realizar uma paralisação, nesta quinta-feira (20), em reivindicação à vacinação contra a covid-19 para a categoria.
O Sindimetro-MG (Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais) realiza uma reunião com membros da categoria de outros Estados e com trabalhadores do sistema de transporte rodoviário, nesta terça-feira (18), para decidir o futuro da manifestação. Romeu Machado, presidente do sindicato, afirma que até o momento a convocação da greve está mantida.
Nesta segunda-feira (17), membros do sindicato e as vereadoras Iza Lourença (Psol) e Duda Salabert (PDT) se encontraram com o prefeito Alexandre Kalil (PSD) para pedir uma previsão de data para que os trabalhadores metroferroviários e rodoviários entrem na fila da vacina. Machado avaliou a reunião como “um avanço”, mas destacou que não alcançou as expectativas.
— O prefeito disse que não tem condição [de apresentar uma data no momento]. Ele pediu um levantamento por faixa etária dos trabalhadores que ainda não se vacinaram. Com base nisto, ele vai fazer um cadastro de prioridade por ordem, dos mais velhos para os mais novos. E em até 30 dias ele consegue passar uma data mais precisa do início da vacinação dos trabalhadores.
Fila da vacina
Por enquanto, não há previsão de data para que o grupo seja vacinado em Belo Horizonte. Atualmente, a capital mineira está imunizando contra o coronavírus os quase 290 mil moradores que têm algum tipo de comorbidade prioritária.
O PNO (Plano Nacional de Operacionalização) da vacinação da covid-19, do Ministério da Saúde, seguido pela Prefeitura de Belo Horizonte, prevê os trabalhadores do sistema metroviário em sexto lugar em uma lista de prioridades que deve ser seguida após a conclusão da fase das pessoas com doenças preexistentes. Os funcionários dos sistemas de ônibus coletivos aparecem em quinto lugar.
Veja a lista dos grupos que devem ser vacinados após as pessoas com comorbidades:
1. Pessoas com deficiência permanente (18 a 59 anos) sem acesso a BPC (Benefício de Prestação Continuada): 1.194 pessoas
2. Pessoas em situação de rua: 9.117 pessoas
3. Funcionários do Sistema de Privação de Liberdade e População Privada de Liberdade: 3.271 pessoas
4. Trabalhadores da educação: 53 mil
5. Trabalhadores do transporte coletivo rodoviário: 7.900
6. Trabalhadores do transporte metroviário e ferroviário: sem estimativa
7. Trabalhadores do transporte aéreo: sem estimativa
8. Trabalhadores do transporte aquaviário: sem estimativa
9. Caminhoneiros: 6.508 pessoas
10. Trabalhadores portuários: sem estimativa
11. Trabalhadores da indústria: sem estimativa
12. Trabalhadores da limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: sem estimativa
13. Agentes de trânsito: sem estimativa
14. Agentes de fiscalização: sem estimativa
15. Trabalhadores da assistência social, segurança alimentar e cidadania: sem estimativa
16. Agentes da vistoria urbana: sem estimativa















