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Governador de Minas reclama de atraso em repasses e diz que Estado está esquecido

Petista diz que tenta resolver parcelamento de salário dos servidores

Minas Gerais|Do R7 com RecordTV Minas

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Governador participo do MG no Ar, na manhã desta terça-feira (29), na RecordTV Minas
Governador participo do MG no Ar, na manhã desta terça-feira (29), na RecordTV Minas

“Minas ficou praticamente esquecida e continua esquecida pelo Governo Federal”, declarou o Governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), ao apontar falta de investimentos da União. Em entrevista exclusiva no MG no Ar, da RecordTV Minas, na manhã desta terça-feira (29), o chefe do Executivo disse que os repasses federais destinados a áreas essenciais, como segurança pública, estão chegando com atraso e dificuldade.

— Nós temos muita coisa para receber que ainda não veio. O principal que eu acho que está atrasado mesmo não é tanto a questão de custeio, mas são os investimentos em Minas que não vêm. Minas ficou praticamente esquecida e continua esquecida pelo Governo Federal. As estradas que não saem e o anel rodoviário, enfim… Essa luta constante da gente.


Um dos reflexos da crise econômica dentro no Estado foi o escalonamento do salário de servidores públicos. Alguns deles estão recebendo os vencimentos em três parcelas e já houve casos de atraso no pagamento dos parcelamentos. Embora o Governo esteja realizado ações para aumentar melhorar a arrecadação estadual, não há previsão para a normalização do pagamento dos funcionários.

— Eu acho que não vai atrasar. Nós estamos trabalhando para tentar, agora no segundo semestre, se tudo correr bem dentro da previsão da Secretaria da Fazenda com o nosso Regularize Minas, que é o Refiz estadual. Se entrar o recurso que nós estamos prevendo, eu acredito que nós vamos conseguir reduzir para apenas duas parcelas esse escalonamento de salário. Mas ainda está cedo. No Refiz, o prazo é até o dia 31 de agosto para todo mundo aderir. A partir daí, ao longo do mês de setembro, nós vamos ter condição de fazer essa previsão.


Segurança

Desde essa segunda-feira (28), companhias da PM (Polícia Militar) começaram a ser substituídas por bases móveis instaladas em diferentes pontos de Belo Horizonte. De acordo com Pimentel, o plano não é novo e já foi testado em Belo Horizonte, durante a gestão dele como prefeito da Capital.


— Na época, o Governo do Estado não apoiou a Polícia Militar para adquirir todas as bases e equipamentos necessários. O modelo é relativamente simples: a cidade foi divida em 86 territórios de segurança. Cada um deles tem uma média de 4 ou 4,5 quilômetros quadrados. Cada um deles vai receber uma base, que é uma van, com quatro policiais miliares, sendo que dois ficam na van e dois ficam circulando em motos. Isso vai reduzir a criminalidade dos crimes que preocupam a população que é o pequeno delito, como o roubo do celular, o roubo do tênis do menino, o assalto no ônibus. É esse tipo de crime que, se tudo correr bem, reduzir muito em Belo Horizonte.

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Uma das preocupações de moradores da cidade em relação ao modelo em implantação é a falta das companhias fixas deixe a população sem segurança. Quanto a isso, o governador garante que o novo modelo vai aproximar a polícia à população.

— A companhia tira da rua, em média, 18 policiais miliares que têm que ficar lá dentro nos serviços administrativos. Elas [as companias] não vão ser extintas, mas vão servir de apoio físico para as bases comunitárias. Não vai ter aquela quantidade de policiais militares dentro do prédio, nós precisamos deles na rua, e na rua é dentro da base comunitária, que está sendo implantada.

O horário de funcionamento das bases móveis é outra preocupação da população, uma vez que o serviço vai operar entre as 14h e 1h da madrugada. Segundo Pimentel, esse horário é inicial e pode ser prolongado futuramente.

— O delito que ela vai combater está concentrado nesse horário. À noite você vai ter outro tipo de delito. O índice de criminalidade durante a noite cai muito e está concentrado em zonas quentes, como praça Raul Soares e adjacências da rua Guaicurus.

Assista à entrevista completa:

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