Minas Gerais Grande BH pode perder 30% dos bares e restaurantes, diz associação 

Grande BH pode perder 30% dos bares e restaurantes, diz associação 

Entidade calcula de 40 mil trabalhores do setor na Grande BH já estão desempregados; bares e restaurantes ainda não podem reabrir na capital

Cerca de 30% dos bares da Grande BH fecharão as portas

Cerca de 30% dos bares da Grande BH fecharão as portas

Record TV Minas

Quase 7 mil bares e restaurantes da região metropolitana de Belo Horizonte não irão reabrir após o fim da pandemia, segundo o presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci. O número representa 30% dos estabelecimentos do setor na Grande BH.

Segundo Solmucci, o setor empregava cerca de 135 mil pessoas. Destes, 40 mil já estão sem trabalho, e o número pode aumentar nos próximos meses.

Em entrevista coletiva na última terça-feira, Solmucci afirmou que a entidade vai entrar novamente na Justiça contra a prefeitura.

— A decisão que permitia a reabertura dos bares e restaurantes foi derrubada, mas um outro questionamento, solicitando a flexibilização nos dias em que o comércio estiver fechado, não foi analisado. Estamos confiantes que teremos sucesso em primeira e segunda instância.

O presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, afirmou que Belo Horizonte completa, na próxima quinta-feira (6), 140 dias com seus bares e restaurantes fechados. Na prática, esses estabelecimento estão autorizados a funcionar via delivery ou por meio de retirada, mas sem consumo no local.

O líder da entidade disse que a Prefeitura poderia ter proporcionado a abertura dos estabelecimentos caso tivesse preparado melhor sua rede de saúde.

— A Prefeitura recebeu R$ 534 milhões do Governo Federal para a covid-19. Abrir mais 300 leitos custaria apenas R$ 20 milhões por mês. Só o nosso setor perde R$ 600 milhões mensalmente. A perda do comércio é fruto da não utilização dos leitos privados de BH.

Reabertura em BH

A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou, na última terça-feira (4), a reabertura do comércio considerado não essencial. A decisão permite que as lojas funcionem durante três dias por semana nos próximos 14 dias. Após esse período, o Executivo irá analisar os dados para saber se avança ou não na flexibilização.

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