Há 2 meses, prefeitura recomendou que clínica não fizesse cirurgia
Em outubro, fiscal esteve em clínica particular onde a pedagoga Adriana do Nascimento fazia um procedimento de redução de seios e fez alerta
Minas Gerais|Lucas Pavanelli e Pablo Nascimento, do R7

A Prefeitura de Belo Horizonte recomendou dois meses antes da morte da pedagoga Adriana Zulmira do Nascimento que a clínica particular onde ela estava internada não fizesse procedimentos como a de redução de seios. A mulher, de 48 anos, passou mal durante a cirurgia e morreu antes que o Samu pudesse chegar ao local.
Segundo a prefeitura, "a clínica tinha Alvará de Autorização Sanitária para atividades de pequenos procedimentos ambulatoriais, tais como vasectomia e reversão prótese peniana e estava em processo de renovação de seu alvará de acordo com legislação vigente".
No entanto, como a mamoplastia é considerada um procedimento com diversos níveis de complexidade, "foi recomendado pelo fiscal sanitário, no momento da vistoria em outubro, baseado na diretriz de segurança assistencial, que essa atividade não fosse realizada por se tratar, na maioria dos casos, cirurgias de médio e grande porte", diz a prefeitura em nota enviada à reportagem.
Especialistas consultados pelo R7 apontaram que a mamoplastia pode ser considerada um procedimento de médio porte, o que exigiria uma infraestrutura maior, como ambulatório, por exemplo.
A Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que realizará nova vistoria no local para adoção de eventuais medidas conforme legislação vigente.















