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Homem que matou a mulher após discussão por ar-condicionado é condenado a 13 anos de prisão

Jussara Cabral, de 53 anos, foi morta dentro da casa do casal, em Santa Luzia, na Grande BH, em 2023

Minas Gerais|Do R7

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Defesa de Cláudio Cabral já recorreu da decisão e sustenta a tese de legítima defesa Reprodução/Record Minas

Depois de quase 18 horas de julgamento, que atravessaram a madrugada desta quinta-feira (3), o ex-policial penal Cláudio Agostinho Cabral de Almeida, de 51 anos, foi condenado a 13 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da esposa, Jussara Ferreira de Almeida Cabral, de 53. O crime aconteceu em novembro de 2023, dentro da casa do casal, em Santa Luzia, na Grande BH.

A equipe da Record Minas registrou com exclusividade o momento da leitura da sentença, que ocorreu às 2h30 da manhã. Os jurados haviam depositado seus votos pouco antes, à 1h53.


Cláudio foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe e feminicídio. O crime aconteceu durante uma suposta discussão sobre a temperatura do ar-condicionado do quarto. Para a acusação, no entanto, o caso não se resumiu a uma briga doméstica. Testemunhas relataram que Jussara já vinha sofrendo violência psicológica e patrimonial por parte do companheiro.

A advogada Danielle Sousa, que atuou como assistente de acusação, afirma que irão recorrer à decisão por entender que a pena foi branda diante da crueldade do crime. A sentença prevê ainda o pagamento de uma indenização de R$475,00 à família da vítima, valor que revoltou parentes.


A defesa de Cláudio já recorreu da decisão e sustenta a tese de legítima defesa. O advogado do réu, Fabiano Miranda, alegou que Jussara teria atirado primeiro e que o acusado apenas revidou. Essa versão, no entanto, já havia sido apresentada pelo próprio Cláudio em 2023, durante depoimento à Polícia Civil, e foi rebatida por provas e testemunhos ao longo do julgamento.

Logo após a leitura da sentença, Cláudio foi retirado da sala do júri e levado de volta ao sistema prisional. Ele deixou o fórum já vestindo o uniforme do presídio.


Enquanto se preparam para buscar o aumento da pena, os familiares de Jussara tentam preservar a memória da mulher que, segundo eles, era alegre, carinhosa e dedicada. “Guardo dela a risada, a alegria, o carinho dela com a gente”, desabafa Flávia.

O caso seguirá tramitando na Justiça, com recursos já apresentados tanto pela defesa quanto pela acusação.

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