Minas Gerais Hospitais de MG e de BH retomam cirurgias eletivas após 4 meses

Hospitais de MG e de BH retomam cirurgias eletivas após 4 meses

Procedimentos foram suspensos em fevereiro após alta de casos da covid-19; fila para cirurgias em BH tem mais de 32 mil pessoas

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento e Célio Ribeiro*, do R7, com Record TV Minas

BH vai retomar operações ainda nesta semana

BH vai retomar operações ainda nesta semana

Reprodução / Record TV Minas

O Governo de Minas anunciou, nesta quinta-feira (24), a retomada da realização de cirurgias eletivas, ou seja, procedimentos que não são considerados emergenciais. A Prefeitura de BH já confirmou que irá retomar as intervenções nesta semana.

A decisão anunciada pelo Estado foi tomada pelo Comitê Extraordinário Covid-19, que acompanha a situação da pandemia em Minas. A realização das cirurgias eletivas fica condicionada a situação da macrorregião de cada cidade no Minas Consciente, plano do Governo de Minas para o enfrentamento da covid-19.

Nas cidades na “onda vermelha”, estão liberados os procedimentos cirúrgicos de menor complexidade e que podem ser realizados em ambientes ambulatoriais. Já na “onda amarela” estão permitidas as operações que não necessitam de intubação passando pela traqueia ou sedação profunda. As cidades na “onda verde” podem realizar qualquer tipo de cirurgia eletiva, desde que haja equipes e insumos suficientes e autorização do gestor local.

As cirurgias eletivas em Minas Gerais foram suspensas no dia 16 de fevereiro, inicialmente por 15 dias, mas depois prorrogadas até junho. Segundo o Governo do Estado, a realização de mutirões para esses procedimentos seguem proibidos.

Belo Horizonte

Em nota, a Prefeitura de BH confirmou que vai retomar as operações em 17 unidades de saúde da capital mineira. A realização dessas cirurgias na cidade também será condicionada ao estoque de insumos e a disponibilidade de equipes. A Secretaria de Saúde também informou que fará monitoramento detalhado para que os leitos ocupados por pessoas operadas possam ser rapidamente revertidos para o atendimento à pacientes com covid-19, caso necessário.

A informação já havia sido adiantada pelo secretário municipal de saúde, Jackson Machado, durante seu depoimento na CPI da covid-19 na Câmara de Belo Horizonte, nesta quinta-feira (24). Segundo Machado, existem cerca de 32 mil pacientes na fila por cirurgias eletivas na capital mineira.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Pablo Nascimento

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