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Hospital indenizará mãe por morte de bebê não esclarecida há 60 anos

Família de Patos de Minas (MG) alega que não teve acesso ao corpo da recém-nascida e diz acreditar que a menina não morreu

Minas Gerais|Anna Paula Lemos, da Record TV Minas

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O Governo de Minas Gerais foi condenado a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 20 mil a uma idosa da cidade de Patos de Minas, a 405 km de Belo Horizonte, que não teve acesso ao corpo do seu bebê que teria nascido morto no Hospital Regional Antônio Dias, em 1961.

Alice Maria da Silva conta que foi avisada sobre o óbito logo após o parto e nem chegou a ver a filha. Na época, os funcionários da unidade de saúde teriam explicado à mãe que iriam providenciar o sepultamento já que ela não tinha condições financeiras.


Mãe lamenta falta de contato com o bebê
Mãe lamenta falta de contato com o bebê

Insatisfeita com a história que sempre deixou a mãe triste, Vani Eugênia da Silva, filha de Alice, entrou com uma ação judicial contra o hospital em 2008. Brian Epstein Campos, advogado da família, conta que sua equipe não localizou a certidão de óbito da criança e nem o registro de enterro no cemitério.

— Não encontrando estes documentos, propusemos a ação de indenização contra o Estado, que apresentou contestação, mas não negou os fatos.


Vani Eugênia conta que a mãe e a família nunca acreditaram na versão apresentada pelo hospital.

— Se não teve corpo, eu acho que ela [a irmã] pode estar viva. Eu peço que se tem alguma menina que nasceu no Hospital Regional nesta época e tenha interesse em encontrar a família [verdadeira] que me procure.

Procurada, a Fhemig (Fundação Hospitalar de Minas Gerais), responsável pela administração da unidade de saúde, informou que a decisão judicial está em análise no setor jurídico da instituição.

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