Imóveis confiscados por falta de pagamento aumentam 40% em MG
Nestes casos, a propriedade é leiloada para quitar a dívida; bancos podem notificar com qualquer atraso na prestação do financiamento
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7, com RecordTV Minas

No primeiro trimestre de 2018 aumentou 40% o número de imóveis confiscados por inadimplência e que foram colocados em leilão pela Caixa Econômica Federal, em Minas Gerais. Segundo a Associação de Mutuários do Estado, foram 1.089 propriedades recolhidas.
Entre os imóveis está o do pedreiro Fábio Júnio Pereira Miranda. Depois de investir R$ 40 mil com o pagamento de taxas e prestações do apartamento, ele teve a renda reduzida pela metade e não conseguiu arcar com a dívida.
— Minha mãe tirou empréstimo no banco, eu fiz peguei empréstimo com meus irmãos para tentar manter, mas infelizmente eu não consegui.
Em tempos de instabilidade, ter o compromisso de pagar a prestação da casa própria todos os meses tira o sono de muita gente. Por lei, o mutuário – a pessoa que fez o empréstimo - pode ser notificado pelo banco quando atrasar a primeira prestação, mas as instituições têm esperado inteirar três.
Especialista dá dicas de como comprar o primeiro imóvel
De acordo com Sílvio Saldanha, presidente da AMMMG (Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais), o banco notifica o devedor para quitar os débitos em até 15 dias. Quando isso não ocorre, o imóvel é colocado em leilão público.
Nestes casos, o mutuário pode ficar sem receber nada do que pagou. Décio Costa Aguiar Oliveira, advogado especialista em direito imobiliário, explica que nem sempre o bem é leiloado pelo valor de mercado.
— No primeiro leilão ele passa pelo valor da avaliação do imóvel. Não havendo arrematante, o segundo leilão é com o valor da dívida.















