Influenciador é preso pela 2º vez em MG por vender rifas ilegais em redes sociais
"Big Jhow" foi detido na manhã desta quarta-feira (16); Justiça pediu prisão preventiva após influencer continuar oferecendo os bilhetes
Minas Gerais|Lucas Eugênio*, Do R7

Elizeu Silva Cordeiro, conhecido como “Big Jhow”, foi preso pela segunda vez suspeito de vender rifas ilegais em redes sociais, na manhã desta quarta-feira (16), em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte. Os prêmios eram carros esportivos.
No dia 10 de novembro, ele foi detido pelo mesmo crime, mas assinou um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) e foi liberado. Elizeu continuou realizando os sorteios nas redes sociais depois da operação. Em uma postagem no último sábado (12), ele disse que não prejudicaria quem participou das ações e que a Loteria Federal daria prosseguimento ao processo da entrega de um dos carros apreendidos ao vencedor.
Hoje, após uma decisão do juiz Jerônimo Grigoletto Goellner, da 1ª Vara Criminal de Planaltina, o influenciador foi preso preventivamente. “O representado não respeita as determinações judiciais, tampouco os preceitos legais. Insiste em promover alienação que sabe ilegal, pois dois veículos já foram que teriam mesma finalidade já foram sequestrados”, informou.
De acordo com o processo, “o faturamento contravencional é milionário e os valores sujos são branqueados através das empresas de fachada”.
A decisão diz também que o bilhete vendido por Elizeu “não se trata de uma promoção comercial, na verdade, se assemelha a “rifa”, a qual é considerada modalidade de jogo de azar, tipificado, no Brasil, como contravenção penal, segundo a Lei de Contravenções Penais”.
Entenda o caso
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, Elizeu Silva Cordeiro e outros influenciadores digitais vendiam rifas ilegais na internet e dividiam o lucro em contas de três empresas de fachada, para que os órgãos de fiscalização não percebessem as atividades ilegais. Duas eram de Taguatinga, no Distrito Federal, e uma em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo o órgão, os suspeitos movimentaram mais de R$ 12 milhões, entre outubro de 2021 e maio de 2022. O valor foi bloqueado por determinação da Justiça, no dia 10 de novembro.
No mesmo dia, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos, dois em Vicente Pires, no Distrito Federal, e um em Esmeraldas. Entre os bens apreendidos estavam uma lancha e uma moto aquática, avaliadas em R$ 700 mil e dois carros da marca Lamborghini, que custam R$ 5 milhões.
*Estagiário, sob supervisão de Ana Gomes.















