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Investigadora suspeita de forjar apreensão de drogas vai para prisão domiciliar em BH

Policial deverá usar tornozeleira eletrônica e está proibida de manter contato com outros investigados

Minas Gerais|Ricardo Vasconcelos, da RECORD Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A investigadora Ana Luiza Guimarães Carvalho, suspeita de forjar apreensão de drogas, teve a prisão convertida para domiciliar por motivos de saúde.
  • Ela deverá usar tornozeleira eletrônica e está proibida de manter contato com outros investigados e acessar unidades do Denarc.
  • A decisão inclui a suspensão do exercício da função pública e do porte de arma, com restrições para sair da comarca.
  • Outros dois investigadores, Rafael Egg Macedo e Rodrigo Otávio Andrade, continuam presos, enquanto pai e filho envolvidos no caso foram soltos após inconsistências na apreensão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Polícia Civil de Minas Gerais informa que a Corregedoria-Geral de Polícia Civil investiga os fatos
A Polícia Civil de Minas Gerais informa que a Corregedoria-Geral de Polícia Civil investiga os fatos Reprodução/RECORD Minas

A investigadora da Polícia Civil Ana Luiza Guimarães Carvalho, suspeita de envolvimento em uma apreensão de drogas supostamente forjada durante uma operação em Belo Horizonte, teve a prisão convertida em domiciliar pelo prazo inicial de 90 dias. A medida foi autorizada após parecer favorável do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e ocorre menos de duas semanas depois de a policial se entregar.

A conversão foi determinada por questões de saúde. Conforme relatório elaborado pela Casa de Custódia da Polícia Civil, a investigadora apresenta um “quadro depressivo intenso”, além de recusar alimentação e banhos de sol durante o período em que esteve presa. O documento também relata ideações de autoextermínio.

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Apesar da prisão domiciliar, Ana Luiza terá que cumprir uma série de medidas cautelares. Entre elas estão o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar integral durante os 90 dias. Ela poderá deixar a residência apenas para tratamento médico, com consultas e atendimentos posteriormente comprovados à Justiça.

A investigadora também está proibida de manter contato com os demais investigados, vítimas e testemunhas do caso e de acessar ou comparecer a unidades do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc).

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A decisão ainda determina a suspensão do exercício da função pública e do acesso da policial aos sistemas de informações e bancos de dados disponíveis em razão do cargo, sem prejuízo da remuneração. O porte e a posse de arma de fogo também foram suspensos. Ela não poderá deixar a comarca sem autorização judicial, exceto em situações emergenciais de saúde.

Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que recebeu o alvará de soltura e realiza os procedimentos legais para o cumprimento da ordem judicial.

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Outros dois policiais seguem presos

Os investigadores Rafael Egg Macedo e Rodrigo Otávio Andrade, também envolvidos na investigação, permanecem presos na Casa de Custódia da Polícia Civil. Rafael foi preso no dia 14 de setembro e teve a prisão preventiva mantida pela Justiça. Rodrigo se entregou no dia 19.

Relembre o caso

O caso começou após uma operação da Polícia Civil realizada em agosto no bairro Bandeirantes, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Pai e filho foram presos por suspeita de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

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A atuação dos policiais passou a ser investigada após surgirem suspeitas sobre a apreensão de um tablete de maconha na residência. Segundo o Ministério Público, as imagens da operação apresentavam cortes e não mostravam de forma contínua toda a busca, apesar de determinação para que o procedimento fosse integralmente filmado.

Ainda conforme o MPMG, depois que uma arma foi localizada no quarto do filho, os policiais teriam indicado inicialmente que o cômodo estava “limpo”. Posteriormente, um dos agentes retornou sozinho ao quarto e encontrou um tablete de maconha sobre uma sapateira aberta. Não havia testemunhas civis no local no momento da apreensão da droga.

Diante das inconsistências apontadas, o Ministério Público se manifestou pela revogação da prisão preventiva de pai e filho. A Justiça acolheu o pedido e determinou a soltura dos dois, que passaram a cumprir medidas cautelares.

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