Justiça afasta vereadores de MG por contratação de assessores fantasma
Presidente da Câmara de Nova Serrana e outros cinco parlamentares foram alvo de operação do Ministério Público nesta terça-feira (7)
Minas Gerais|Ezequiel Fagundes, da Record TV Minas

Seis dos 13 vereadores de Nova Serrana, no Centro Oeste de Minas, a 124 km de Belo Horizonte, foram afastados do cargo por decisão da Justiça. Os parlamentares são acusados de desvio de dinheiro público por envolvimento em um suposto esquema de funcionários fantasmas descoberto pelo MPMG (Ministério Público de Minas Gerais).
A investigação teve início após uma denúncia anônima. Nesta terça-feira (7), o órgão, em conjunto com as policias Civil e Militar realizaram buscas e apreensões de documentos nos gabinetes e nas casas de seis parlamentares. Oito assessores também foram alvos da operação, que investiga os crimes de peculato e falsidade ideológica.
Por determinação da Justiça, foram afastados o presidente da Câmara, Osmar Santos (Pros), o vice-presidente, Valdir das Festas Juninas (PCdoB), Gilmar da Farmácia (PV), Valdir Mecânico (PCdoB), Juliano do Boa Vista (PSD) e Adair da Impacto (Avante).
De acordo com as investigações, os seis parlamentares nomearam oito assessores fantasmas para embolsar os salários que variam R$ 1,6 mil a R$ 2,8 mil por mês. Os funcionários nomeados auxiliaram nas campanhas dos políticos na eleição de 2016. O prejuízo aos cofres públicos ainda não foi calculado.
Durante as buscas na casa do presidente da Câmara, vereador Osmar Santos, os policiais teriam flagrado o político jogando R$ 3 mil em dinheiro no telhado da casa do vizinho. A quantia foi recuperada e apreendida.
Nos gabinetes na Câmara Municipal, os investigadores encontraram documentos que apontam para prática de assistencialismo, como pedidos de pagamento de IPVA, consultas médicas e doação de lotes.
Um dos casos que mais chamou a atenção dos promotores foi o de um assessor que é dono de uma oficina de motos na cidade de Pará de Minas, a 51 km de Nova Serrana. Segundo a investigação, ele nunca esteve na Câmara de Vereadores e repassava todo o salário para o vereador.
Outro lado
Em nota, a Câmara Municipal de Nova Serrana diz que não está sendo investigada e a ação envolve especificamente o gabinete de seis vereadores. E que os detalhes da operação só serão informados depois que o setor jurídico da instituição ter acesso à toda a documentação do processo, tendo em vista que a Casa Legislativa não se viu intimada.
Segundo o Legislativo, as atividades continuam sendo desempenhadas normalmente, como reuniões de comissões parlamentares e de plenário. E que os trabalhos estão, temporariamente, a cargo da vereadora Terezinha Célia do Carmo, 1ª Secretária da Casa.















