Minas Gerais Justiça manda Vale suspender rejeitos em barragem de Itabira

Justiça manda Vale suspender rejeitos em barragem de Itabira

Decisão judicial tem como base ação do MPMG sobre dois diques do complexo da Mina do Cauê; mineradora diz que interrompeu obras no local

Justiça determina que Vale suspenda lançamento de rejeitos em Mina de Itabira

Justiça determina que Vale suspenda lançamento de rejeitos em Mina de Itabira

Reprodução / Google Maps

A Justiça de Minas Gerais determinou que a Vale suspenda o lançamento de rejeitos em diques da barragem de Pontal, em Itabira (a 107 km de Belo Horizonte). A decisão foi tomada com base em uma ação civil pública imposta pelo MPMG (Ministério Público de Minas Gerais), contendo informações sobre os diques Minervino e Cordão Nova Vista, que fazem parte da estrutura do complexo minerário da barragem de Pontal, na Mina do Cauê. 

A decisão foi tomada pela 1ª Vara Cível de Itabira, que determinou ainda que a empresa não realize obras de qualquer natureza no complexo. Segundo a Vale, os dois diques possuem declaração de estabilidade emitida em setembro de 2018.

Em cumprimento à decisão, a Vale informou que interrompeu a obras de manutenção do dique 2 da barragem de Pontal, além de ter reforçado a vigilância no entorno. A mineradora também diz que irá providenciar o cercamento de toda a área para evitar o acesso da população ao local e que irá informar a população que vive nos bairros do entorno sobre essas ações. 

Em nota, a Vale também afirmou que a decisão não terá impacto significativa nas operações da Mina Cauê, já que a empresa passou a direcionar a descarga de rejeitos da usina para outras estruturas que "não interferem nos referidos diques".