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Justiça mantém proibição de asfaltamento de áreas históricas em Ouro Preto

Ministério Público considera que não houve estudo de impactos; prefeitura nega

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Patrimônio do século 18 estaria em risco com intervenções
Patrimônio do século 18 estaria em risco com intervenções

As ruas de áreas históricas de Ouro Preto, na região central de Minas, não poderão ser asfaltadas por risco de dano ao patrimônio. A decisão é do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que indeferiu a antecipação de tutela pedida pela prefeitura da cidade. Com a decisão, o programa de asfaltamento de ruas histórias em curso deve ser suspenso.

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A ação é de autoria do Ministério Público, que vê prejuízos ao patrimônio cultural e danos urbanísticos à região. Segundo o MP, não houve estudos suficientes de impacto ambiental para a realização do programa, que afeta áreas com condições geológicas singulares. De acordo com a Promotoria de Defesa do Patrimônio Cultural, as intervenções poderiam provocar erosões e desabamento de encostas.

Em primeira instância, a 1ª Vara Cível de Ouro Preto determinou que a prefeitura deveria suspender obras de pavimentação, sob risco de multa de R$ 50 mil por dia. A desembargadora Heloísa Combat manteve a decisão, por entender que qualquer dano será de difícil reparação. O recurso de Agravo de Instrumento ainda será julgado por um colegiado de três desembargadores.

Em nota, a Secretaria de Obras da Prefeitura de Ouro Preto afirmou que o "Promova é um programa muito sério e bem articulado" e que "todas as obras estão em conformidade com as diretrizes e autorização do Iphan". A prefeitura informa ainda que já viabilizou recurso para suspender a liminar. 

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