Logo R7.com
RecordPlus

Justiça obriga OAB a informar advogados suspeitos de cobrança abusiva de honorários

Ordem se recusa a divulgar ao MPF quais profissionais são investigados por cobrança abusiva 

Minas Gerais|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
13 advogados de Manhuaçu são suspeitos de cobrança ilegal de honorários
13 advogados de Manhuaçu são suspeitos de cobrança ilegal de honorários

A Justiça Federal obteve liminar que obriga a Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais a apresentar, em três dias, a relação de processos disciplinares contra advogados da 54ª Subseção, em Manhuaçu, por cobrança abusiva de honorários em causas previdenciárias e apropriação de valores obtidos nessas ações.

A documentação deve indicar também as providências adotadas pela OAB e o atual estágio dos processos. A Justiça Federal ainda determinou o envio de dados especificamente quanto a 13 advogados, todos réus em ações abertas em Manhuaçu. 


As medidas judiciais, segundo o Ministério Público Federal, são a resposta diante do reiterado descumprimento, pelo presidente da Comissão de Ética e Disciplina da OAB/MG, de requisições feitas pelo MPF para instruir inquérito civil público que apura condutas irregulares de advogados. Segundo o MPF, a OAB negou o fornecimento das informações alegando sigilo, mas sem os dados não é possível avaliar eventual omissão da OAB em investigar a conduta dos profissionais. 

Leia mais notícias de Minas Gerais no Portal R7


Experimente grátis: todos os programas da Record na íntegra no R7 Play

Para o juízo federal de Manhuaçu, "nenhuma autoridade pode se opor à requisição", salvo em casos em que o sigilo for constitucionalmente garantido, como o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e comunicações telefônicas, bancário e fiscal. "Não constitui forma alguma de controle ou intromissão ilegítima na OAB (...) e não haverá quebra de sigilo propriamente dita, pois o MPF passará a ser responsável pela manutenção do sigilo das informações que receber, sob as penas da lei", registra a decisão. 


O magistrado aponta que a urgência "se justifica, inclusive, pelo fato de que, com a demora, cada vez mais pessoas podem estar desamparadas da tutela coletiva que vem sendo promovida pelo MPF na busca pela anulação em juízo dos honorários advocatícios abusivos e do ressarcimento das vítimas", o magistrado observou que como as condutas investigadas datam de 2012, a demora na obtenção dos documentos pode "ter influência diretamente no prazo prescricional".

Denúncia contra presidente do Conselho


Em setembro, o MPF denunciou o presidente do Conselho de Ética da OAB, Eliseu Marques de Oliveira, por recusar, voluntária e conscientemente, atendimento a requisições expedidas pelo MPF. Se condenado, a pena pode chegar a nove anos de reclusão. 

Com informações do MPF

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.