Líder do “Bando da Degola” se declara culpado, pede perdão e diz que encontrou Jesus na prisão
Antes de interrogatório, réu disse que a prisão foi a melhor coisa que lhe aconteceu
Minas Gerais|Do R7

Frederico Costa Flores de Carvalho, acusado de chefiar o “Bando da Degola”, se declarou culpado, pediu perdão e disse que encontrou Jesus na prisão. As declarações foram dadas antes do réu, julgado nesta quinta-feira (12), no 2º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, ser interrogado.
O líder do “Bando da Degola” pediu para fazer uma declaração antes do interrogatório ao juiz Glauco Eduardo Soares Fernandes, que permitiu.
— Eu sou culpado de todas as acusações que foram feitas, mas estou arrependido e quero reparar o que fiz de mal às famílias das vítimas. Ser preso foi a melhor coisa que me aconteceu, pois, na prisão, eu encontrei Jesus, larguei as drogas e consegui não tomar mais remédio
Frederico Flores ainda afirmou que não se lembra de detalhes do crime e garantiu ao juiz que, agora, enxerga tudo com clareza. Em seguida, o réu pediu perdão por não responder em plenário a nenhuma pergunta e, assim, o interrogatório dele foi encerrado.
Na sequência, foram iniciados os debates entre defesa e acusação.
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O julgamento
O julgamento de Frederico Flores começou com quase duas horas de atraso e, depois de sorteio, foi decidido que o réu será julgado por cinco mulheres e dois homens.
A primeira testemunha a ser ouvida foi o médico psiquiatra Paulo Roberto, que também trabalhou na confecção do laudo que constatou que o réu é semi-imputável. Segundo o profissional da área da saúde, foi comprovado que Frederico Flores tem transtorno global de personalidade e, devido a esse problema, é uma pessoa agressiva, perturbada e de conduta impulsiva.
A acusação
Frederico Flores é acusado de homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, extorsão, ocultação de cadáver e formação de quadrilha.
Entenda o caso
O “Bando da Degola” foi responsável pela morte brutal de dois empresários em um apartamento no bairro Sion, na região centro-sul de Belo Horizonte, em abril de 2010. Fabiano Ferreira Moura, de 36 anos, e Rayder Santos Rodrigues, 39, foram sequestrados, tiveram as contas bancárias violadas pelo grupo, além de serem torturados e mortos com requintes de crueldade.
Condenações
O policial militar Renato Mozer já foi condenado a 59 anos de prisão por envolvimento no “Bando da Degola” em dezembro de 2011, assim como oestudante Arlindo Soares Lobo, em julho deste ano, a 30 anos. Os dois foram condenados por homicídio qualificado, extorsão, destruição e ocultação de cadáver e formação de quadrilha.















