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Mãe que sofreu depressão pós-parto tenta recuperar guarda do filho

Conselho Tutelar levou a criança após denúncias feitas pela tia do bebê

Minas Gerais|Do R7, com Record Minas

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Criança foi retirada de casa aos 11 meses após denúncia de uma tia
Criança foi retirada de casa aos 11 meses após denúncia de uma tia

Uma mãe tenta na Justiça o direito de ter a guarda do filho novamente. A criança foi retirada de casa quando tinha apenas 11 meses. O bebê e a irmã, de nove anos, foram levados pelo Conselho Tutelar depois que a tia deles alegou que a irmã não tinha condições de cuidar dos filhos.

Ao ver a foto do filho, Maria de Lourdes Alves fica emocionada. A última vez que ela viu o menino foi há cerca de dois anos.


— Sinto muita saudade dele. Eu só imagino que um dia ele vai voltar.

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A mulher morava com a irmã e as crianças. A tia delas pediu ajuda ao conselho, afirmando que ela sofria de depressão pós-parto. Segundo Maria Helena Alves, outra irmã de Maria de Lourdes, tudo não passou de um mal-entendido.

— O conselho entendeu que era para tirar as crianças porque minha irmã estava fazendo maus-tratos com eles, mas não era isso.


Os irmãos ficaram sete meses em um abrigo. Maria Helena conseguiu a guarda da sobrinha, mas o bebê foi encaminhado para uma família substituta. Desde então, nem a mãe biológica nem os tios têm notícias da criança.

— A gente não sabe nem onde está, como está.


A conselheira tutelar Josilene Geise, que cuidou do caso na época, disse que as crianças foram retiradas da família porque a tia com quem elas e a mãe viviam denunciou que a mulher não cuidava do bebê e da filha mais velha.

— As denúncias eram que a mãe era paciente de saúde mental e não estava em tratamento. Ela saía com as crianças de madrugada pelas ruas, não fez pré-natal, dava socos na barriga tentando matar a criança. E denúncias de negligência com relação a cuidados básicos de higiene, saúde.

A Defensoria Pública informou que o processo corre em segredo de Justiça e que a família entrou com pedido de tutela da criança, mas é o juiz quem vai decidir se o menino volta para casa ou se será encaminhado para adoção.

A menina, que hoje tem 12 anos, mora com a tia Maria Helena. A dona de casa quer também a guarda do outro sobrinho.

— O meu sonho é ver ele de novo.

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