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Maníaco do Anchieta é transferido para Penitenciária de Segurança Máxima

Condenado a 13 anos de prisão, Pedro Meyer foi levado para a Nelson Hungria, em Contagem

Minas Gerais|Felipe Rezende, do R7 MG

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Pedro Meyer ficará em cela individual
Pedro Meyer ficará em cela individual

O homem que ficou conhecido como Maníaco do Anchieta foi transferido na tarde desta terça-feira (6) para a Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Condenado a 13 anos e quatro meses de prisão, Pedro Meyer se entregou à polícia na noite dessa segunda.

Segundo a Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social), o ex-bancário de 56 anos foi levado para o presídio por volta das 16h. A pedido do advogado o réu ficará em cela individual. Na última vez em que esteve preso, Meyer foi agredido por outros detentos.


O maníaco se entregou logo depois do pedido de liberdade feito também nessa segunda ser negado liminarmente pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A vontade de Lucas Laire era que o seu cliente aguardasse o recurso fora da cadeia.

Meyer foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão por estupro de vulnerável e era considerado foragido desde o fim da última semana.


O maníaco foi condenado no processo movido por uma mulher estuprada por ele na garagem do prédio onde morava, no bairro Cidade Nova, na região nordeste da capital mineira, em 1997. Em 2012, ela o reconheceu na rua, no Anchieta, e o seguiu até seu apartamento, que foi invadido pela polícia.

A mulher sente alívio pela condenação 15 anos depois do crime.


— Com muita alegria que recebi essa notícia. É o que a gente esperava. Foram 15 anos para achar a pessoa que me estuprou, que ficou preso, foi solto. Quanto tempo mais vou precisar esperar para vê-lo preso novamente? É uma ameaça pra qualquer uma, ele acabou com minha vida e de inúmeras meninas.

Pedro Meyer respondia ao processo em liberdade desde o dia 10 de abril, quando foi solto por excesso de prazo para a sua detenção, já que o laudo de sanidade não foi apresentado. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, o exame demonstrou que o réu tem plena consciência de seus atos. A demora na entrega forçou dois adiamentos de audiências que seriam realizadas em dezembro de 2012 e janeiro de 2013. Em maio, finalmente, o réu foi ouvido.

Ele responde a outro processo e é investigado em um inquérito por estupro. Os outros 13 processos já prescreveram.

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