Minas Gerais Mesmo após decreto, último cinema de rua de BH ainda não deve reabrir

Mesmo após decreto, último cinema de rua de BH ainda não deve reabrir

Cine Belas Artes, no bairro de Lourdes, ainda vai passar pelas adaptações determinadas pela prefeitura; expectativa é de reabertura em dezembro

Cine Belas Artes é o último cinema de rua de BH

Cine Belas Artes é o último cinema de rua de BH

Reprodução / Record TV Minas

O Cine Belas Artes, último cinema de rua de Belo Horizonte, ainda não vai reabrir suas portas, mesmo com a permissão dada pela prefeitura para o setor. O espaço, que ainda passa por adaptações, só deve voltar a receber o público em dezembro.

De acordo com o diretor de programação do cinema, Adhemar Oliveira, a coordenação do espaço ainda está planejando a reabertura. Ele afirma que, apesar dos quase oito meses longe do público, a precaução precisa ser ainda maior do que a ansiedade.

— Queremos reabrir, mas não temos pressa. Não é uma questão de loucura, e sim de fazer direito, de uma forma totalmente correta. A abertura, provavelmente, fica para dezembro.

O diretor de programação conta que a prioridade é adaptar o espaço de acordo com os protocolos da Prefeitura de BH. De acordo com o decreto, os cinemas devem receber apenas 50% da capacidade total de público. Além disso, as regras de distanciamento devem ser aplicadas nas filas e até nas dentro das salas.

Programação deve ser mais atrativa a partir de dezembro

Programação deve ser mais atrativa a partir de dezembro

Reprodução / Record TV Minas

Expectativa

No dia 18 de março, um decreto da Prefeitura de Belo Horizonte determinava o fechamento de shoppings, bares e comércios considerados não essenciais. Lá se vão mais de 200 dias em que o público ficou longe das telonas. Apesar da “saudade”, o diretor de programação do Cine Belas Artes comenta que a expectativa é de que o público retorne gradativamente.

— Eu acho que vai ser um retorno gradual, até porque as produtoras estão reorganizando seus lançamentos. A procura pelos filmes deve começar baixa e ir aumentando até dezembro, quando os filmes mais esperados devem chegar ao cartazes.

O diretor conta que, para isso tudo acontecer, será necessário que o cinema arrecade o valor total de sua “vaquinha” virtual, lançada em setembro. Até o momento, mais de R$ 240 mil já foram arrecadados. Cada doador recebe uma recompensa que, segundo Oliveira, deve começar a ser entregue em breve.

— Precisamos batalhar muito para arrecadar o total de R$ 400 mil, e, claro, retribuir os nossos doadores. É arrumar a casa e entregar as recompensas.

Salas de cinema terão capacidade reduzida em BH

Salas de cinema terão capacidade reduzida em BH

Reprodução / Record TV Minas

Resistência

O Cine Belas Artes é considerado o último cinema de rua de Belo Horizonte. O diretor de programação do espaço conta que o grande diferencial do espaço é a programação, voltada para os cinemas independentes e de todas as partes do mundo. Ele confessa que assiste os filmes mais populares, conhecidos como blockbusters, mas que a essência do espaço que comanda não vai mudar.

— Nós começamos lá em 1992 já com uma programação diferenciada dos outros cinemas. Na época, as salas de exibição já haviam migrado para os shoppings e a maioria dos cinemas de rua se tornaram cinemas de arte. Nós continuamos com a experiência do cinema de verdade. O público vem para descobrir novos mundos.

*Estagiário do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli.

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