Mesmo detida, jovem que matou avó fez publicações na internet
Família da autora confessa do crime denuncia supostas ameaças feitas pela menor; crime foi descoberto em março deste ano, em Belo Horizonte
Minas Gerais|Marina Avelar*, do R7, com Record TV Minas

Familiares da jovem detida após confessar ter matado a avó em Belo Horizonte, em março deste ano, denunciam que a autora confessa do crime está fazendo publicações ameaçadoras em uma rede social, mesmo estando reclusa em um Centro de Internação para Menores.
Na página pessoal, a garota diz que a liberdade esta próxima e diz que “quem riu na sua ida, vai chorar na sua volta”. Em outra postagem, a jovem diz aguardar ansiosamente o ano de 2020 e que está ”mais doida que antes”.
Elizabeth Martins Augusto de Amorim e a neta moravam em um condomínio de classe media alta, na região da Pampulha. As duas se mudaram para Belo Horizonte após Elizabeth ficar viúva.
Raul Amorim, filho da vítima, conta que a mãe tinha confiança na jovem e que a garota sabia as senhas dos cartões de banco da mulher. Amorim acredita que o crime teria acontecido após a menor ter gastado cerca de R$ 40 mil da conta de Elizabeth.
Com medo da sobrinha, Amorim mudou de cidade temendo o que a garota possa fazer. A Justiça determinou que a jovem fique internada por três anos no Centro de Internação para Menores, em Belo Horioznte.
Procurada, a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), informou que os menores que cumprem medida de internação têm direito de eventualmente deixar as unidades para atividades educativas e de saúde, desde que acompanhados por familiares.
Segundo a pasta, todos os adolescentes são revistados quando retornam ao centro de internação. Ainda segundo a pasta, não foi localizado nenhum aparelho eletrônico nos alojamentos da unidade onde a autora confessa do assassinato está reclusa.
Veja a íntegra da nota:
"A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio da Subsecretaria de Atendimento Socioeducativo (Suase), informa que a adolescente cumpre medida de internação em Belo Horizonte. Por motivos de segurança, não informamos em qual unidade.
Jovens em cumprimento de medidas socioeducativas eventualmente recebem, por determinação judicial, autorização de saídas para atividades educativas e de saúde. Durante as saídas, os adolescentes permanecem acompanhados por familiares, tendo o dever de retornar à unidade nas datas e horários estipulados pela Justiça.
Nas saídas e nos retornos às unidades, os adolescentes são revistados pelos agentes socioeducativos. A Suase esclarece que não foi encontrado com a adolescente mencionada nenhum celular. Também não foram encontrados celulares durante as revistas realizadas constantemente nos alojamentos da unidade onde ela se encontra."
*Estagiária do R7, sob supervisão de Pablo Nascimento















