Militar que matou a ex está internado em ala psiquiátrica de hospital
Crime aconteceu no meio de uma rua em Uberlândia e foi registrado por câmeras
Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

O sargento da Polícia Militar que matou a ex-namorada na terça-feira (27) foi internado na ala psiquiátrica do Hospital de Clínicas de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Clóvis Cândido, de 46 anos, deu entrada na unidade de saúde ainda na tarde de terça e, segundo o hospital, ainda passa por avaliação médica.
Segundo testemunhas ouvidas pela Record, o crime teria sido motivado por ciúmes já que Cândido não aceitava que Veridiana Rodrigues Carneiro, de 36 anos, namorasse outro homem e descobriu que ela tinha saído com outra pessoa. Eles tinham terminado o namoro havia cerca de oito meses.
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Conforme um amigo da vítima, que não quis se identificar, o militar já teria sido violento com Veridiana outras vezes e este seria um dos motivos para o fim do relacionamento entre o casal.
— Ela já havia terminado o relacionamento porque ele era muito violento e ela não queria mais. E, com isso, ele vinha ameaçando-a diariamente.
O delegado de Homicídios de Uberlândia, Matheus Ponsancini, já instaurou um inquérito para apurar o crime. Entretanto, ele aguarda que o militar tenha alta médica para ser ouvido. O suspeito deve responder pelo assassinato nas Justiças Militar e Comum.
Entenda o caso
Testemunhas relataram que Veridiana e Cândido discutiam em frente a um sacolão no bairro Santa Mônica, em Uberlândia, quando o militar começou a correr atrás da vítima com uma arma em punho. Em seguida, o sargento acerta a ex-namorada com um tiro pelas costas e aproveitou quando a professora caiu no chão para disparar outras dez vezes. O crime foi registrado por câmeras de segurança.
Após o assassinato, Cândido foi até um bar, pediu uma bebida de dose e chegou a confessar o crime ao proprietário, João Batista Martins.
— Ele falou: "Eu matei minha namorada". Aí eu falei: "Não, é mentira". E ele repetiu: "Não, eu matei".
Ainda conforme o comerciante, o policial aparentava estar embriagado e dizia que queria se matar. Após algum tempo, militares da PM e do Corpo de Bombeiros cercaram o bar e iniciaram uma negociação com o autor, que ameaçava atirar em outras pessoas.
Cerca de duas horas depois, Cândido foi imobilizado e a arma do crime foi apreendida. Ele foi levado à sede do batalhão da PM e, em seguida, internado no Hospital das Clínicas. O sargento estava há 29 anos na polícia.















