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Minas Gerais confirma quinta morte por febre maculosa em 2023

Ao todo já foram registrados 17 casos de contaminação da doença no estado mineiro

Minas Gerais|Maria Emília, da Record TV Minas

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17 casos de contaminação já foram registrados em Minas Gerais
17 casos de contaminação já foram registrados em Minas Gerais

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou a morte de um homem de 55 anos por febre maculosa no município de Ipaba, localizado no Vale do Rio Doce, a 232 km de Belo Horizonte, na manhã deste sábado (29). Com isso, sobe para cinco os casos de mortes pela doença no estado. 

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Segundo o governo, ao todo já foram registrados 17 casos de contaminação de febre maculosa no estado mineiro. Entre as cinco mortes confirmadas, estão: dois homens, um de 28 e outro de 54 anos, da cidade de Manhuaçu; uma mulher de 25 anos e um homem de 23 anos, de Conselheiro Lafaiete; e o último óbito confirmado em Ipaba, neste sábado (29). 


Até o momento, nove pessoas foram curadas da doença nas cidades de Montes Claros, Oliveira, Diamantina, Caratinga, Santa Luzia, Ferros, Santa Luzia, Congonhas e Curvelo. No município de Matias Barbosa há um idoso de 62 anos em tratamento. Em investigação da doença há dois casos em Divinópolis.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais disse, em nota, que está monitorando todos os casos humanos suspeitos e confirmados. Além disso, uma investigação epidemológica e ambiental está sendo realizada nos locais em que há registros de ocorrência da doença. 


Sobre a doença

A Febre Maculosa é uma doença febril aguda, de gravidade variável, com formas leves e atípicas, até formas graves, com elevada taxa de letalidade. A doença é causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida pela picada de carrapatos infectados.


Em Minas Gerais, os principais vetores e reservatórios da doença são os carrapatos do gênero Amblyomma (Amblyomma sculptum), também conhecidos como "carrapato estrela", "carrapato de cavalo" ou "rodoleiro". 

Os equídeos, canídeos, roedores como a capivara e marsupiais como o gambá têm importante participação no ciclo de transmissão da febre maculosa, podendo atuar como amplificadores de riquétsias e/ou como transportadores de carrapatos potencialmente infectados.

Sintomas

Os principais sintomas da febre maculosa são: febre, dor de cabeça intensa, náuseas e vômitos, diarreia e dor abdominal, dor muscular constante, inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés, gangrena nos dedos e orelhas, paralisia dos membros que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões causando parada respiratória.

Além disso, com a evolução da doença é comum o aparecimento de manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, que não coçam, mas que podem aumentar em direção às palmas das mãos, braços ou solas dos pés.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico pode ser sorológico (padrão ouro), ou por meio da pesquisa direta da riquétsia (bactéria) - realizada através de técnicas de imuno-histoquímica, biologia molecular (PCR) ou isolamento.

O tratamento é realizado com antimicrobianos, e deve ser iniciado de forma precoce, nas fases iniciais da doença, como forma de evitar óbitos e complicações. Se não tratado, o paciente pode evoluir para um estágio de apatia e confusão mental, com frequentes alterações psicomotoras, chegando ao coma profundo.

As principais medidas preventivas em áreas com infestação por carrapatos ou sob risco de ocorrência de casos são:

- Uso de repelentes à base da substância Icaridina, que são eficazes na prevenção de picadas por carrapatos; 

- Uso de roupas de cor clara, vestimentas longas, calçados fechados (preferencialmente com meias brancas e de cano longo); 

- Uso de equipamentos de proteção individual nas atividades ocupacionais (capina e limpeza de pastos); 

- Evitar se sentar e deitar em gramados em atividades de lazer como caminhadas, piqueniques, pescarias, etc; 

- Examinar o corpo periodicamente, tendo em vista que quanto mais rápido o carrapato for retirado do corpo, menor a chance de infecção; 

- Se verificados carrapatos no corpo, retirá-los com leves torções e com o auxílio de pinça, evitando o contato com unhas e o esmagamento do animal; 

- Utilização periódica de carrapaticidas em cães, cavalos e bois, conforme recomendações de profissional médico veterinário; 

- Limpeza e capina periódica de áreas de vegetação passíveis de cuidados.

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