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Minas sente impacto maior da guerra no Oriente Médio e vê exportações do agro caírem

Em março, primeiro mês do conflito, as exportações do agronegócio mineiro para países do Oriente Médio caíram 27,65%

Minas Gerais|Do R7, com Juliana Pereira, da RECORD Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Minas Gerais sofre impactos econômicos significativos devido à guerra no Oriente Médio, com uma queda de 27,65% nas exportações do agronegócio em março.
  • As exportações para a região diminuíram de US$ 78,53 milhões em fevereiro para US$ 56,82 milhões em março.
  • O café permanece como o principal produto exportado, enquanto a soja e a carne suína enfrentam grandes retrações nas vendas.
  • O aumento dos custos logísticos e a incerteza nas rotas marítimas são principais fatores dessa redução, embora um novo acordo com a Turquia possa melhorar as exportações no futuro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Vista a partir do convés de uma embarcação militar, com equipamentos em primeiro plano e um navio cargueiro navegando ao longe no mar sob céu claro
Principal razão para a queda está na instabilidade do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo Reprodução/Record News

Minas Gerais foi um dos estados brasileiros mais impactados pelos reflexos econômicos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Em março, primeiro mês do conflito, as exportações do agronegócio mineiro para países do Oriente Médio caíram 27,65%, índice superior à média nacional registrada no mesmo período.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede-MG) e da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG), o estado exportou US$56,82 milhões para a região em março, contra US$78,53 milhões em fevereiro. A retração acendeu alerta entre produtores e exportadores, especialmente em setores que dependem do mercado externo.

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No cenário nacional, levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) aponta queda de 26% nas exportações brasileiras para os 15 países do Oriente Médio. O volume caiu de US$ 1,2 bilhão em março de 2025 para US$ 882 milhões neste ano.

Café resiste, soja e carnes recuam

Mesmo com a retração geral, o café manteve a liderança entre os produtos exportados por Minas para o Oriente Médio, com volume de 5,4 milhões de sacas. Já o complexo soja, que inclui grão, farelo e óleo, ficou na segunda posição, com 1,2 milhão de toneladas embarcadas.

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Em âmbito nacional, produtos do agronegócio sofreram forte impacto. As exportações de carne suína despencaram 59%. O frango, principal item vendido ao Oriente Médio, caiu cerca de 22%. Já a soja recuou 25%.

Crise em rota estratégica preocupa setor

Segundo o superintendente da Secretaria de Agricultura de Minas, Feliciano Nogueira, a principal razão para a queda está na instabilidade do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.

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“O aumento do risco logístico nas rotas marítimas para parte do Oriente Médio exige maior cautela das empresas de navegação. É comum haver reprogramação de embarques, aumento de custos com frete e seguro, além de menor previsibilidade na entrega das cargas”, explicou.

O Estreito de Ormuz fica entre o Irã, ao norte, e Omã e Emirados Árabes Unidos, ao sul, ligando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Grande parte do petróleo e das mercadorias que abastecem a região passa pelo local.

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De acordo com o governo mineiro, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Omã estão entre os países com relações comerciais mais afetadas com Minas Gerais.

Consumidor pode sentir efeitos

A economista Gabriela Martins, da Fecomércio, avalia que a redução das exportações pode aumentar a oferta de produtos no mercado interno brasileiro, o que tende a pressionar preços para baixo no curto prazo.

Por outro lado, ela alerta que a alta internacional do petróleo pode compensar esse efeito positivo. “Combustíveis mais caros elevam custos de transporte e logística, o que impacta toda a cadeia produtiva”, afirmou.

Ela lembra ainda que o Brasil firmou no fim de março um acordo com a Turquia para facilitar o trânsito e armazenamento temporário de mercadorias destinadas ao Oriente Médio e à Ásia Central. A expectativa é de melhora gradual a partir de abril.

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