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Moradores da região do Isidoro prometem dormir em agência da Caixa

Manifestantes querem resposta da Caixa sobre adiamento de construção de casas na região

Minas Gerais|Do R7

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Cerca de 12 mil famílias devem ser retiradas do terreno
Cerca de 12 mil famílias devem ser retiradas do terreno

Os moradores da região do Isidoro, em Belo Horizonte, ocupam uma agência da Caixa Econômica Federal desde a manhã desta sexta-feira (22) e prometem dormir no local caso não sejam recebidos pela superintendência do banco. O grupo exige uma reunião para discutir a questão do despejo de cerca de 12 mil famílias para a construção de imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida na área ocupada. 

Segundo a PM (Polícia Militar), cerca de 300 pessoas estão no banco e estariam impedindo a saída de alguns clientes.


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Até a tarde desta sexta-feira (22) nenhum representante da Caixa se manifestou. Por isso, os moradores do Isidoro devem continuar na agência, como afirma a coordenadora da ocupação Rosa Leão, Charlene Cristiane.


— Precisamos conversar com quem assinou esse contrato com grandes empresários e que definiu um prazo até o dia 31 de agosto para que as famílias deixem a área. Porque é por causa deste prazo que a Justiça está forçando o despejo e colocando vidas em risco. Não vamos sair daqui enquanto o banco não se comprometer, através de uma ata, a realizar uma reunião entre os envolvidos: empresários, prefeitura e ocupações. Se for necessário vamos dormir aqui.

A coordenadora se refere a uma operação montada pela PM (Polícia Militar) para o despejo dos moradores da região, em cumprimento a decisão judicial de reintegração de posse da área. Entretanto, desde o anúncio desta operação, representantes das ocupações Vitória, Rosa Leão e Esperança se organizaram de forma a impedir que as famílias sejam expulsas.


Em nota, a Caixa Econômica Federal esclareceu que "não solicitou pedido de desocupação da área, uma vez que não é proprietária do referido terreno. A desocupação da área é responsabilidade da empresa proprietária e do poder público municipal".

Ainda conforme a instituição,"o contrato assinado entre as partes prevê a compra e venda de imóvel e a produção de 8.896 unidades habitacionais no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida, Faixa I, para atender famílias com renda de até R$ 1,6 mil. O contrato está em fase de cumprimento de exigências para autorização de início das obras. Caso as exigências não sejam cumpridas, o banco não irá criar obstáculo para cancelamento do contrato".

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