Moradores encontram postos de saúde e UPAs de BH lotados
Pacientes relatam demora no atendimento em diferentes regiões; superlotação pode estar relacionada com surto de gripe
Minas Gerais|Hellen Oliveira, da Record TV Minas

Moradores denunciam que Postos de saúde e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) ficaram lotados nesta segunda-feira (270.
Um morador, que tentava atendimento para o filho, conta que enquanto esperava, observou muitos pacientes com sintomas de gripe no Posto de Saúde, do bairro Heliópolis, região Norte de Belo Horizonte, que estava lotado. Havia pessoas espalhadas na área externa.
Em outro posto de saúde, da região Oeste, a situação não era diferente. Sem se identificar, um médico confirma a endemia.“ A gente percebe, de forma clínica, um aumento gigantesco nos atendimentos", relata.
Ele disse que a categoria está sobrecarregada com a "ordem" de atender um paciente a cada 20 minutos. “Além de faltar médicos, o tempo de consulta é muito pequeno”, lamenta.
A Secretaria Municipal de Saúde confirma que, nas últimas duas semanas, houve um aumento de pacientes procurando atendimento por causa de sintomas relacionados a gripe nos postos de saúde.
De janeiro até o último domingo, dia 26 de dezembro, foram registrados 399 mil atendimentos relacionados a problemas respiratórios, sendo 126 mil a mais do que em 2020, conforme detalha Renata Mascarenhas, diretora de assistência da secretaria de Saúde.
“Belo Horizonte tem a circulação da influenza A e outros tipos de vírus que causam essa gripe comum”, destaca.
Na semana passada, o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, orientou as pessoas com sintomas leves de gripe a procurarem os postos de saúde para não sobrecarregar as UPAs. Mesmo com muita gente procurando atendimento nos postos, as Unidades de Pronto Atendimento continuam cheias.
Pacientes registraram a superlotação, nesta segunda-feira, na Odilon Behrens, na região Noroeste. Na UPA Oeste, a situação se repetiu. Lá, a reportagem encontrou uma dona de casa indo embora sem atendimento, após 9 horas de espera, com os dois filhos pequenos.
Sobre a demora no atendimento, a Secretaria de Saúde de BH informou que é feita uma classificação de risco e a partir desta classificação é determinado o tempo de espera por atendimento, mas que todos que procurarem as unidades de saúde serão atendidos.
Em relação a denúncia feita pelo médico, a prefeitura disse que é importante esclarecer que cada caso é avaliado clinicamente e o tempo necessário para cada atendimento varia de acordo com a gravidade e urgência. A prefeitura informou ainda que realizou este ano concurso para a área da saúde. A homologação está prevista para janeiro de 2022, com posse prioritária dos profissionais médicos em fevereiro.














