Empresário é indiciado por suspeita de fraude na obtenção de vistos para os Estados Unidos em BH
Segundo a Polícia Civil, duas vítimas pagaram por supostos agendamentos consulares e descobriram que entrevistas nunca haviam sido marcadas
Minas Gerais|Stéphanie Lisboa, da RECORD Minas e Cler Santos, do R7
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Um empresário de 37 anos foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por estelionato após a conclusão de um inquérito que investigou um suposto esquema de fraude na obtenção de vistos americanos em Belo Horizonte. As investigações tiveram início após denúncias de duas vítimas que relataram terem sido enganadas ao contratar serviços para emissão de vistos de entrada nos Estados Unidos.
De acordo com a PCMG, o suspeito atuava como sócio-administrador de uma empresa especializada em assessoria consular e teria induzido as vítimas ao erro ao prometer a obtenção dos documentos necessários para ingresso no país norte-americano. Os pagamentos pelos serviços foram realizados por meio de transferências bancárias para uma conta empresarial vinculada à empresa investigada.
Segundo as apurações, as duas vítimas desembolsaram juntas R$ 2.974 após receberem informações sobre supostos agendamentos de entrevistas consulares na embaixada dos Estados Unidos. O objetivo delas era conseguir os vistos para acompanhar partidas da Copa do Mundo de Futebol.
Confiando nas informações repassadas pelo empresário, as vítimas chegaram a viajar até Brasília para participar das supostas entrevistas. No entanto, ao comparecerem ao local indicado, constataram que não havia qualquer agendamento registrado em seus nomes.
Durante a investigação, policiais civis analisaram comprovantes bancários, documentos empresariais, mensagens trocadas por aplicativos e outros elementos que comprovariam a existência das negociações, dos pagamentos e a participação direta do investigado nos procedimentos oferecidos às vítimas.
Ainda conforme a Polícia Civil, a empresa teria sido utilizada para conferir aparência de legalidade às negociações, com o uso de CNPJ ativo, contas bancárias empresariais e informações relacionadas a supostos trâmites consulares.
Além do indiciamento, a PCMG representou à Justiça pela aplicação de medidas cautelares, incluindo a suspensão temporária das atividades econômicas da empresa e o afastamento do suspeito da administração do negócio. O pedido foi fundamentado nos elementos reunidos durante as investigações, que apontariam o uso da estrutura empresarial para a prática do crime.
O caso foi investigado pela 4ª Delegacia de Polícia Civil Barreiro, em Belo Horizonte. O inquérito já foi encaminhado ao Poder Judiciário, que irá analisar as medidas solicitadas e adotar as providências cabíveis.
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