Logo R7.com
RecordPlus

Motocicletas conquistam mineiras e número de habilitadas cresce 27% em três meses

Velocidade e sensação de liberdade estimulam as mulheres a aderirem à moda

Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7 MG

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Adriana Trivelli confessa paixão pela moto, mas critica perigo nas ruas
Adriana Trivelli confessa paixão pela moto, mas critica perigo nas ruas

O vento no rosto e a sensação de liberdade que sentia quando estava em cima da motocicleta seduziram a representante comercial Adriana Monteiro Trivelli há cerca de dez anos. Ela aprendeu a pilotar aos 14 anos de idade e, desde então, o meio de transporte virou paixão. Mesmo depois de três acidentes, Adriana não deixa a moto de lado. Ela faz parte de um grupo que ganha cada vez mais as ruas: só nos três primeiros meses deste ano, o número de mulheres habilitadas para pilotarem motocicletas cresceu 27%, saltando de 301.003 para 407.022 em Minas Gerais.

A relação com a moto para Adriana, foi muito além do trânsito. Ela coleciona miniaturas, pôsteres e já participou de encontros de motoqueiros. Os eventos, no entanto, não são prioridade, já que o grupo feminino ainda é minoria. Para não ficar de fora das novidades, a representante comercial acompanha revistas e blogs especializados no assunto. Embora seja motoqueira apaixonada, ela afirma que não é fácil ser respeitada no trânsito.


— A realidade mudou muito, os motoristas fazem qualquer coisa no trânsito para te sacanear, para você não passar. Está muito caótico.

Com a experiência que acumulou durante os anos , Adriana critica ainda motoqueiros “que acham que são corredores” e “ficam buzinando e acelerando” quem está na frente. Mesmo entre as mulheres, ela vê algumas “abusadinhas” no trânsito.


— É uma porcentagem pequena, mas tem muitas que têm excesso de autoconfiança e acabam se colocando em risco.

Esta realidade, no entanto, não é o mais comum. Segundo o especialista em trânsito Silvester Andrade, elas ainda se envolvem menos em acidentes do que os homens porque “ousam” menos. Ele explica que, embora não haja uma pesquisa específica sobre o assunto, a facilidade de aquisição das motocicletas e a agilidade devem ter acabado conquistando o público feminino, já que o veículo vira “um sucesso em uma época de congestionamentos".


Andrade alerta para os cuidados necessários para quem vai aderir à moda: nas motocicletas, o condutor está mais exposto. Por isso, deve se preocupar ainda mais com a segurança, evitando as famosas “cortadas”.

— Na moto, você não está protegido, já no automóvel você tem quase uma armadura. Essas loucuras de cortar pelo meio dos carros para ir mais rápido é um modo de dirigir incorreto e muito perigoso.


Risco

Se na hora de dirigir, homens e mulheres têm comportamentos distintos, em caso de acidente os ferimentos são praticamente os mesmos. De acordo com Paulo Roberto Carreiro, cirurgião do Hospital João 23, o que define as lesões é o impacto da batida. Ele relata que a quantidade de atendimentos desta área aumentou muito nos últimos anos. Diariamente, cerca de 30 pessoas dão entrada na instituição com ferimentos deste tipo.

—A gravidade depende muito do impacto e da velocidade. Os ferimentos podem variar desde fraturas mais leves até poli traumatismo, traumatismo craniano, sangramentos, hemorragias.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.