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MP denuncia vereador por recolher salário dos funcionários em Minas

De acordo com o órgão, ele e o diretor da Câmara Municipal são acusados de praticarem o crime por mais de dois anos, além de outras infrações

Minas Gerais|Matheus Renato Oliveira, do R7*

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Diretor da Câmara Municipal também foi denunciado
Diretor da Câmara Municipal também foi denunciado

Um vereador e o diretor da Câmara Municipal de Itabira, a 106 km de BH, foram denunciados pelo Ministério Público de Minas Gerais, suspeitos confiscarem parte do salário de funcionários da Casa - prática conhecida como "rachadinha". A mulher do diretor também foi denunciada.

De acordo com o órgão, no período de abril de 2017 a junho de 2019, o vereador, que era filiado ao partido político presidido pelo diretor da Câmara Municipal, nomeava para cargos comissionados de seu gabinete as pessoas indicadas pelo diretor da casa legislativa.

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Para não serem exonerados, dois comissionados repassavam, mensalmente, cerca de dois terços dos seus vencimentos aos denunciados. Segundo a denúncia, o plano seria arquitetado junto à mulher do diretor da Câmara.

Ainda segundo o MPMG, a mulher foi servidora do gabinete do vereador denunciado entre janeiro e junho de 2017, exercendo a função em situação de nepotismo. Ela foi desligada do cargo após recomendação do órgão.

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O relatório do MP indica, ainda, que após a instauração do inquérito policial para apurar os crimes, no início de junho de 2018, o vereador e o diretor da Câmara tentaram alterar a realidade dos fatos e intervieram junto às testemunhas para que omitissem a verdade na Polícia Civil. Algumas das testemunhas demonstraram medo durante as oitivas, choraram e solicitaram o depoimento velado.

Procurada, a Câmara Municipal de Itabirito informou que ainda não tem um posicionamento sobre o assunto. A reportagem aguarda retorno do gabinete do vereador suspeito dos crimes.

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Denúncias

Os três acusados foram denunciados pelos crimes de concussão, associação criminosa, usurpação de função pública e improbidade administrativa. O vereador e o diretor da Câmara Municipal responderão, ainda, pela prática de coação no curso do processo.

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Além da condenação dos acusados nas penas previstas para cada crime, o MPMG pediu o afastamento imediato do vereador de suas funções pelo prazo mínimo de 180 dias; o bloqueio de bens dos denunciados, correspondendo à soma dos descontos efetuados nos vencimentos dos dois comissionados constrangidos ao repasse de seus salários, que é de R$ 89.646,46; além de multa civil de três vezes esse valor, totalizando R$ 358.585,84.

Relatório pede cassação de vereador de BH por 'rachadinha' em gabinete

O MPMG requer, ainda, a condenação do grupo pelos danos morais causados ao município de Itabira e a sua população, em 100 vezes o valor adquirido ilicitamente, ou seja, R$ 896.464,60 ou em valor arbitrado pelo Justiça, a ser revertido à Câmara Municipal de Itabira ou a projetos sociais beneficentes da cidade.

* Estagiário do R7, sob supervisão de Pablo Nascimento

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