Mulher é presa após matar o marido com ajuda do amante para conseguir herança
Marcilene Isabel da Silveira, de 49 anos, disse à família que a vítima tinha sido assaltada
Minas Gerais|Do R7

Uma mulher suspeita de assassinar o marido com a ajuda do amante foi apresentada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (27). O crime ocorreu em março deste ano, no bairro Concórdia, em Belo Horizonte.
Marcilene Isabel da Silveira, de 49 anos, e Maurício Giorni, 59, mantinham um relacionamento desde dezembro do ano passado. Segundo a polícia, ela teria pedido o divórcio a Vicente de Paula, 58, reivindicando a posse de todos os bens do casal. Mesmo depois de descobrir a traição da mulher, a vítima não aceitava a separação.
No dia do crime, Marcilene marcou um encontro com Vicente sob o pretexto de discutir o processo de separação. Enquanto caminhavam por uma rua do bairro Concórdia, a vítima teria sido abordada por Maurício e golpeada na cabeça com uma ferramenta de ferro.
Ao perceber que a vítima já estava morta, Francisco de Assis Mendes, de 36 anos, que havia sido contratado para executar Vicente, colocou uma porção de maconha no bolso da vítima, para desviar os rumos da investigação. Marcilene teria contado à família que foi vítima de um assalto, perdendo-se do marido no momento da ação.
Segundo levantamentos, logo após a morte de Vicente, a suspeita teria apresentado documentação para receber benefícios do marido, como seguro de vida e aposentadoria, além de contrair alguns empréstimos.
Ainda de acordo com a delegada Alice Batello, Marcilene teria feito um seguro contra incêndio, no valor de R$ 50 mil, para a casa do amante em São Paulo, onde mora a ex-mulher do suspeito. Para a delegada, este pode ser um indício de que a suspeita poderia estar planejando outra ação criminosa. A família do suspeito já fez o registro de ocorrência do fato.
Os suspeitos tiveram suas prisões temporárias expedidas pela Justiça e podem responder por homicídio duplamente qualificado, quando o motivo é torpe e com recursos que dificultam a defesa da vítima. No caso de Marcilene, há ainda o agravante do crime ter sido cometido à traição, emboscada ou mediante dissimulação.















