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Mulher morre e família afirma que SAMU recusou atendimento

Mãe da vítima chamou a emergência, mas a médica de plantão não mandou uma ambulância; socorro só chegou seis horas depois

Minas Gerais|Pollyana Sales e Kiuane Rodrigues, da Record TV Minas


O corpo de Camilla Donato foi velado no sábado (10)
O corpo de Camilla Donato foi velado no sábado (10)

A família de uma mulher de 33 anos, moradora de Belo Horizonte (MG), denuncia que a vítima morreu após ter o atendimento negado pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) da capital. Camila Donato Gomes da Silva faleceu na sexta-feira (9). Uma ambulância só chegou ao local para atender Camila quando ela já estava morta, cerca de seis horas após a primeira ligação da família para solicitar o serviço de emergência.

A mãe da vítima ligou para o Samu, pela primeira vez, por volta de 1h30 da madrugada, quando a filha começou a passar mal. Na ocasião, uma médica ouviu o relato, mas teria se negado a enviar uma ambulância ao local. A ligação durou cerca de nove minutos e, em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que a médica não levantou nenhuma suspeita de que o caso era grave. Na segunda ligação, às 7h30 da manhã, a mãe pediu novamente uma ambulância, que dessa vez foi ao local, mas a vítima já estava morta.

Rubia de Melo Donato, a mãe de Camila, afirmou que só não levou a filha a um hospital porque não tinha dinheiro para chamar um carro. A mulher decidiu esperar o dia amanhecer para pedir ajuda, mas não deu tempo.

Camila morava no bairro Ribeiro de Abreu, região nordeste de Belo Horizonte, que fica a 6 km da base mais próxima do Samu, localizada no bairro São Paulo. A ambulância levaria aproximadamente 12 minutos para chegar até a casa da vítima.


Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte lamentou o ocorrido e afirmou que, no momento da primeira ligação, as ambulâncias estavam empenhadas em outras ocorrências. As causas da morte da mulher serão investigadas.

Veja nota na íntegra:


"A Prefeitura de Belo Horizonte lamenta o ocorrido e informa que os chamados ocorreram em três momentos muito distintos. 

1h30 da madrugada de sexta-feira, dia 9  Na primeira oportunidade, não houve relato ou nenhum dado que levantasse suspeita sobre infarto. Até por tratar-se de vítima de 33 anos, o que reduz muito a probabilidade de ocorrência deste tipo. Os relatos iniciais tratavam de vítima desorientada e doença sem agravo emergencial que justificasse o envio de ambulâncias. Ainda assim, a solicitante foi orientada sobre cuidados e encaminhamento ao serviço de urgência, se necessário.


7h40 de sexta-feira, dia 9  Houve um grande espaço tempo até que a família solicitasse um novo atendimento, já pela manhã, estando a vítima, depois de uso de medicamento, em parada cardíaca que evoluiu a óbito. Nesta oportunidade, houve o envio de duas ambulâncias do Samu. Foi constatado o óbito no local.

23h46 de sexta-feira, dia 9  A família voltou a ligar, questionando de forma incisiva o trabalho do Samu.

Os detalhes e diagnósticos prováveis estão protegidos por sigilo de prontuário médico.

É importante esclarecer que os atendentes do Samu repassaram à solicitante orientações e informações a respeito de um tempo de espera maior para o envio da ambulância, considerando o empenho das ambulâncias em outras ocorrências."

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