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Mulher que ofendeu taxista por ser negro vai responder por 4 crimes

Moradora de BH foi autuada por injúria racial, desacato, desobediência e resistência após dizer a motorista que “não anda com negros”

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

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Luis Carlos foi vítima de injúria racial
Luis Carlos foi vítima de injúria racial

A Polícia Civil informou, nesta sexta-feira (6), que a mulher de 36 anos presa suspeita de ofender um taxista em Belo Horizonte por ele ser negro vai responder pelos crimes injúria racial, desacato, desobediência e resistência.

O motorista Luís Carlos Alves Fernandes, de 51 anos, relatou que viu Natália Burza Gomes Dupin aparentemente procurando por um táxi na rua onde ele estava parado e ofereceu fazer a viagem. A mulher teria respondido que sim, mas destacou que “não anda com negros”. O caso aconteceu no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul da capital mineira, em uma área nobre da cidade.


— Eu achei um absurdo aquilo e falei que ela estava sendo racista. Ela me respondeu que era racista mesmo e que não suportava negros.

Revoltado com a situação, Fernandes acionou a polícia. Segundo o motorista, a suspeita teria continuado a discussão e cuspido no pé dele. De acordo com o sargento William Nascimento, após ser abordada, Natália se negou a relatar o caso aos militares negros que atendiam a ocorrência. Durante a prisão, a mulher ainda teria xingado os oficiais e tentado ofender uma sargento dizendo que ela seria homossexual.


— Ela [a suspeita] não quis falar muito. Pelo fato de a gente ter a pele escura, ela não quis conversar conosco.

Natália foi atuada em flagrante pela Polícia Civil e aguarda liberação para ser transferida para o sistema prisional. Acompanhada pelo pai, a mulher passou a madrugada na delegacia e não falou com a imprensa. A reportagem tenta contato com a defesa da suspeita.

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