"Não faz sentido consultar o povo", diz Zema sobre privatização

Governador de Minas disse que espera que a Assembleia derrube uma norma que obriga a convocação de plebiscito para privatizar empresas

Zema concedeu entrevista, nesta sexta-feira (11) à Live JR, da RecordTV

Zema concedeu entrevista, nesta sexta-feira (11) à Live JR, da RecordTV

Divulgação/Imprensa MG/Pedro Gontijo

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse nesta sexta-feira (11), que é a Assembleia Legislativa que vai decidir por onde a privatização começará no Estado. Em entrevista ao programa Live JR, da RecordTV, Zema afirmou esperar, ainda, que o Legislativo derrube uma exigência de um plebiscito para que alguma empresa pública possa ser privatizada.

- O que queremos que a Assembleia faça é mudar uma parte da Constituição Estadual, que exige que o plebiscito popular. Não faz sentido consultar o povo. Isso foi colocado lá atrás para dificultar o processo de privatização e que, hoje, dificulta que o Estado tenha condições de se desenvolver.

Questionado se as privatizações no Estado começariam com a Cemig ou a Copasa, Zema afirmou que essa decisão depende da Assembleia. 

- Vamos começar com o que a Assembleia achar melhor. A questão da privatização passa pela Assembleia.

De acordo com Zema, o plano da sua gestão é privatizar para que o "Estado seja forte e venha a atuar bem na saúde, educação e segurança". Zema afirmou que as maiores reclamações que recebe de industriais é de que não conseguem ampliar a capacidade produtiva por falta de estrutura da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais).  

- A Cemig foi exaurida financeiramente e não consegue se atualizar em razão da falta de investimentos. O que é melhor para o mineiro? Que a Cemig continue sendo controlada pelo Estado e sem condições de investir ou nós privatizarmos, com o compromisso de que o novo controlador faça R$ 15 bilhões de investimentos que ela precisa?