Novo julgamento de acusado por massacre de Felisburgo deverá ser em agosto
Juiz afirma que até lá todas as pendências do processo estarão resolvidas
Minas Gerais|Do R7 MG

Deputados da Comissão de Direitos Humanos da ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) se reuniram nesta quarta-feira (15) com o presidente do 2º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, o juiz Glauco Soares, para discutir o segundo adiamento do júri de Adriano Chafik Luedy.
O ato público reuniu os deputados Durval Ângelo, Rogério Correia e Ulysses Guimarães, todos do PT, e representantes de movimentos defensores dos direitos humanos.
Segundo o juiz Glauco Soares, o júri foi adiado para que todas as testemunhas da defesa pudessem ser adequadamente ouvidas. Caso contrário, o julgamento poderia ser anulado. De acordo com o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra), a defesa possui 60 testemunhas, embora o fazendeiro seja um réu confesso.
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Ainda de acordo com o juiz, o novo julgamento deverá ser marcado para a segunda quinzena de agosto. Até lá, todas as etapas do processo deverão estar resolvidas, incluindo o depoimento das testemunhas. O juiz afirma que o pedido de adiamento do júri está previsto na lei e pode ser utilizado novamente pela defesa, mas garante que o julgamento acontecerá.
Os parlamentares aceitaram as explicações dadas pelo juiz e garantem que vão continuar a pressionar pelos resultados do julgamento.
Massacre de Felisburgo
Chafik é acusado de ter comandado o massacre que aconteceu no dia 20 novembro de 2004 no acampamento Terra Prometida, em Felisburgo, na região do Vale do Jequitinhonha. 230 famílias moravam no local desde 2002 e já tinham denunciado à Polícia Civil as ameaças que recebiam por parte dos fazendeiros. O ITER (Instituto de Terras de Minas Gerais) já havia decretado um terço da área da Fazenda Nova Alegria (567 hectares) como terra devoluta, ou seja, como área do Estado que deveria ser entregue às famílias. Na manhã do dia 20, pistoleiros invadiram o local, colocaram fogo nas casas e plantações e distribuíram tiros. Cinco pessoas foram mortas e cerca de 20 ficaram feridas.
Os representantes do MST que estiveram presentes no ato público fizeram uma manifestação em frente ao Fórum Lafayette, lembrando que aguardam por justiça.















