Ônibus que bateu no RJ estava em alta velocidade e desengrenado
Vítima contou que as pessoas estavam assustados com a velocidade e diziam que veículo estava em 'ponto morto' enquanto descia pela região Serrana
Minas Gerais|Clara Mariz, do R7*, com Raquel Rocha, da Record TV Minas

Uma sobrevivente do acidente com um ônibus que levava turistas de Minas Gerais para o Rio de Janeiro e deixou dois mortos e 53 feridos, informou que o motorista do veículo estava em alta velocidade e desengrenado momentos antes de colidir.
Thainara de Oliveira, de 24 anos, estava indo passar o fim de semana na praia com o marido. Ela quebrou as duas pernas e um braço, e agora passa a maior parte do tempo sentada em uma cama, se recuperando. De acordo com a mulher, muitas pessoas dentro do ônibus estavam assustadas pela alta velocidade do veículo, mesmo durante o trajeto na região Serrana do Rio, que é marcada por curvas fechadas.
— Eu estava cochilando quando acordei com as pessoas gritando que o motorista era doido porque ele estava descendo a serra com o ônibus desengrenado.
A viagem, que levava turistas de Belo Horizonte e de Conselheiro Lafaiete com destino à capital fluminense tinha vários pontos de embarque e, segundo os passageiros, dois motoristas se revezavam na direção do veículo.
A menos de 50 km para chegar ao destino final, o ônibus acertou outro coletivo e bateu em um barranco na altura do km 96 da BR-040, na pista sentido Rio de Janeiro, na descida da Serra de Petrópolis, já na altura de Duque de Caxias.
O acidente deixou 53 pessoas feridas e duas mortas, entre elas um dos motoristas e uma passageira. Tamires Nascimento, de 26 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Ela deixou um filho de cinco anos.
Irregularidades
A ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestres) informou que o ônibus possuía pelo menos três irregularidades. Segundo o órgão, o veículo trafegava sem cadastro no sistema da agência, não tinha cinto de segurança para todos os passageiros e estava em uso há 24 anos, nove anos a mais do que o permitido.
Thainara contou que comprou as passagens pela internet e recebeu fotos do veículos, mas as imagens não eram do ônibus que a levaria para o Rio de Janeiro. No anúncio eram ofertados água mineral, lanche, tomadas para carregar celular e a garantia de uma viagem segura.
— A primeira coisa que fiz ao entrar no ônibus foi procurar cinto de segurança e não tinha, além das poltronas serem velhas e muito sujas.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Lucas Pavanelli















