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Operação prende dois empresários da Ceasa envolvidos em esquema que sonegou R$ 50 mi

Ação, intitulada de "Operação Ampla", foi realizada hoje (8) pelo MP e Polícia Civil

Minas Gerais|Do R7

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Esta é uma das empresas usada como "laranja"
Esta é uma das empresas usada como "laranja"

Empresas atacadistas que atuam ou atuavam na Ceasa (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais), em Contagem, na Grande BH, foram alvos de operação da (PC) Polícia Civil e MPMG ( Ministério Público de Minas Gerais) nesta terça-feira (8). A ação, intitulada de "Operação Ampla", teve como objetivo prender os responsáveis por causarem prejuízo superior a R$ 50 milhões aos cofres públicos. Dois suspeitos foram detidos e outros dois permanecem foragidos.

Estão foragidos os empresários Luis Claudio Cardoso Rodrigues e Antonio Aparecido Alves.


Segundo as investigações, as empresas atacadistas criavam instituições em nome de “laranjas” e faziam uso de notas fiscais inidôneas para fraudarem o pagamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Os crimes foram descobertos em conjunto com o Caoet/Regional Contagem (Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária) e a (SEF) Secretaria de Estado de Fazenda.

Ao todo, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em dez endereços, sendo cinco em residências e cinco em empresas. Outros quatro mandados de prisão temporária, uma delas no Rio de Janeiro, também são cumpridos.


Ainda conforme as investigações, uma das empresas investigadas, a Evolution Trading Empreendimentos e Serviços Eireli, do Rio de Janeiro, emitiu irregularmente notas fiscais eletrônicas no valor de R$ 3,5 para a empresa Alnutri, de Contagem, na Grande BH, que seria a porta de entrada para as fraudes tributárias detectadas. Outras empresas envolvidas, entre elas a Cerealista João de Barros e a Comercial Encantado, receberam mais de R$ 19 milhões em créditos inidôneos de contribuintes “fantasmas” localizados no Distrito Federal, muitos deles constituídos mediante uso de documentos falsos. Além disso, ainda foi descoberto que o contador que auxiliava o esquema atuava na defesa dos outros envolvidos, assim como participava ativamente do esquema criminoso por meio de uso de nome dos funcionários do seu escritório de contabilidade para a abertura de empresas de fachada.

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Dois promotores de Justiça, três delegados de polícia, 37 policiais civis e 30 auditores fiscais participam da operação.

*Com informações do MPMG

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