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Operação termina com três presos suspeitos de envolvimento em morte de jornalistas no Vale do Aço

Polícia Civil cumpriu 14 mandados desde o início da manhã na região

Minas Gerais|Do R7

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Três homens foram presos nesta quarta-feira (8) suspeitos de envolvimento na morte do radialista Rodrigo Neto, executado há exatamente dois meses, e do fotógrafo Walgney Assis, assassinado 37 dias depois, no Vale do Aço. Desde o início da manhã, a Polícia Civil cumpriu 12 mandados de busca e apreensão na região para investigar esses e outros 12 crimes.

Todas as prisões foram por porte ilegal de arma de fogo. Joaquim Pereira de Souza, 43 anos, foi preso em Ipatinga. Ele é reincidente nesse tipo crime, assim como Ailton Barbosa da Silva, 32. Os dois não terão direito a pagar fiança e estão à disposição da Justiça.


Delegado confirma participação de policiais em morte de jornalistas no Vale do AçoPolícia Civil investiga morte de radialista em Ipatinga, no Vale do Aço

Chinaider Ferreira, 29, o outro suspeito flagrado com arma e sem autorização legal, tem direito ao pagamento fiança e pode ser solto porque é primário. Chinaider Ferreira e Ailton Barbosa foram presos no município de Santana do Paraíso.


Além das três prisões, duas espingardas, dois revólveres calibre 38 e munição foram apreendidas. Segundo a PC, “novas informações capazes de ajudar nas investigações” foram colhidas.

O chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DIHPP), delegado Wagner Pinto, responsável pela equipe que investiga os casos, classificou a operação como “muito proveitosa”.


Segundo ele, o objetivo era coletar provas do envolvimento de pessoas suspeitas dos crimes e, por isso, o cumprimento dos mandados de busca e apreensão representou “uma etapa muito importante para o avanço dos inquéritos”.

Nova etapa


A operação, segundo o delegado, consolida uma nova etapa da investigação sob responsabilidade do DIHPP e que envolve aparticipação direta de mais quatro delegados, além de investigadores e escrivães.

Seis policiais, sendo um militar e cinco civis, já haviam sido presos temporariamente em abril suspeitos de envolvimento no crimes, um deles foi solto a pedido da própria Polícia Civil. Os inquéritos já somam mais de 500 páginas. Cerca de 50 pessoas, entre testemunhas e suspeitos, já foram ouvidas. Uma delas, que já morou em Ipatinga, prestou depoimento fora do Estado.

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