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Operários que vivem em alojamento improvisado denunciam falta de comida e salário 

Trabalhadores foram contratados por construtora no nordeste e no centro-oeste

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7 MG

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Quatorze operários contratados por uma construtora de Belo Horizonte chamaram a Polícia Militar nesta quinta-feira (25) por viverem em condições sub-humanas em um alojamento improvisado no bairro Santa Maria, na região oeste da capital mineira.

Os trabalhadores da construção civil, que vieram do nordeste e do centro-oeste, vivem há 10 meses em uma casa na rua Crauta e dormem em papelões e colchões no chão. A alimentação fornecida por um restaurante não foi entregue nesta semana e todos denunciam receber salários inferiores ao combinado. Cada um deveria ganhar cerca de R$ 1,200, mas não recebem mais de R$ 700. Além disso, horas extras, vale-transporte e abonos não estariam sendo pagos. Por falta de pagamento, a luz do alojamento também foi cortada.


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Segundo o sargento José Nilson, dois advogados da empresa terceirizada afirmam que dependem da construtora para cumprir os acordos.

— Os advogados dizem quem estão de mãos atadas porque a construtora rompeu o contrato. Os trabalhadores querem fazer o acerto para voltar para casa, em Pernambuco, Goiás, Tocantins.


Segundo o subtenente Vicente Ferreira, a estrutura da casa é precária.

— Estão dormindo em papelão, colchões amontoados. Não tem colchão na casa. Estão sobrevivendo com a ajuda da comunidade.

A construtora ainda não se manifestou sobre a situação dos contratados.

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