Pai acusa mãe de tentar afogar filho duas vezes antes de matá-lo
"Eu estava convivendo com um monstro", diz pai de Keven Sobral
Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

O garoto de dois anos que foi morto pela mãe em Ibirité na última quinta-feira (24) se afogou duas vezes durante o banho quando estava com a mulher. Na época, o pai do menino, Cláudio Sobral, acreditou que fossem acidentes mas depois da confissão da mãe, Marília Cristina Gomes, ele suspeita que tenham sido tentativas de assassinato.
Keven Gomes Sobral chegou a ficar internado no Hospital de Contagem depois de um dos afogamentos. Sobral conta como foram os episódios.
— Marília foi dar banho no menino e ele afogou quando tinhas cerca de dois meses. Ela ligou para mim desesperada falando que meu filho morreu. Quando cheguei lá ele estava desacordado e ela falou que estava passando mal, mas estava normal. Quando tinha mais ou menos um ano ele afogou de novo na casa da minha sogra. Ela falou que se distraiu e o garoto foi para o banheiro. Eu estava convivendo com um monstro.
Os episódios foram ainda pistas para a Polícia Civil descobrir que Marília havia matado seu filho, como destacou o delegado Davi Batista durante coletiva de imprensa.
— Ela fazia acusações vagas e entrava em contradição. Por exemplo, quando a criança tinha apenas quatro meses ela se afogou na banheira. A mãe disse que teve um mal súbito, chegou a desmaiar e posteriormente recobrou a consciência.
O pai de Keven Sobral contou ainda que Marília era amorosa. Em um vídeo gravado um dia antes do menino desaparecer é possível ouvir a mulher dizendo que ama o filho. Porém, ela agredia a criança em alguns momentos.
— Ela mostrava gostar do meu filho, mas sempre ela queria bater nele e eu entrava no meio. Eu falava que tem que colocar de castigo, conversar com ele.
Entrevista
Em entrevista nesta terça-feira (29), o delegado Davi Batista, da 9ª Delegacia de Ibirité, explicou que pediu a prisão preventiva da suspeita por homicídio, já que não houve flagrante para este crime. Ela permanece detida por ocultação de cadáver. Segundo o policial, Marília Cristina pode ser indiciada por homicídio doloso (quando há intenção de matar) ou por dolo eventual (quando se assume o risco).
— Ela parecia tranquila, sem demonstrar sentimento pela morte da criança. Fingia chorar, mas não caía lagrima, pedia desculpas para o filho e que ele sabia que era acidente.
Entenda o caso
O garoto desapareceu no dia 24 de julho e só foi encontrado morto nesta segunda-feira (28) dentro de um sofá na casa de um tio vizinho da família. Na mesma data a mãe do garoto confessou à Polícia Civil que jogou o menino contra a parede e ele caiu desacordado. Marília, então, decidiu esconder o corpo na casa ao lado, que estava vazia. Ela está presa por ocultação de cadáver.
Antes de Keven Sobral ser encontrado a mulher alegava que estava fazendo faxina quando seu filho desapareceu.















