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Pai de menino Pavesi teme que médico condenado pela morte de criança não cumpra pena

Antes da condenação, Paulo Airton Pavesi publicou um vídeo em suas redes sociais criticando a dinâmica online do julgamento 

Minas Gerais|Ana Gomes, Do R7

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Paulinha Pavesi morreu em abril de 2000
Paulinha Pavesi morreu em abril de 2000

Horas antes do médico acusado da morte de Paulo Pavesi ser condenado a 21 anos e 8 meses de prisão, o pai do menino disse que teme que o réu não cumpra a pena. Em uma transmissão ao vivo em suas redes sociais, nesta terça-feira (19), Paulo Airton Pavesi, que tem o mesmo nome do filho, criticou que Álvaro Ianhez tenha acompanhado todo o júri de forma online.

Como o médico não esteve presencialmente no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, ele precisa ser localizado para que o mandado de prisão seja cumprido. O pai de Pavesi teme que ele fuja para não ser detido.


“Ele vai fugir e vai esperar um habeas corpus para dar liberdade. Dessa forma, ele vai entrar com recurso de mais 15, 20 anos para aguardar em casa”, comentou.

Durante a leitura da sentença, o juiz do caso determinou a expedição de uma mandado de prisão contra ele. O Fórum Lafaytte informou que o documento ainda não foi emitido e, assim que o processo for concluído, o condenado pode ser preso a qualquer momento. O advogado Luiz Chimicatti, que defende o médico, disse que já recorreu contra a decisão.


Paulo publicou o vídeo antes da sentença
Paulo publicou o vídeo antes da sentença

"Vamos tentar evitar que esse mandato se cumpra, utilizando os meios legais, até porque os outros acusados conseguiram aguardar o julgamento em liberdade", pontuou o advogado.

Chimicatti afirma que também vai tentar reverter a condenação. Ele não detalhou quais argumentos vai apresentar à Justiça, mas avaliou que a sentença é ilegal. "O meu cliente está sendo acusado juntamente com os outros acusados. O que o Ministério Público trouxe para discussão foi justamente a situação envolvendo os outros acusados. Se o meu cliente fosse julgado objetivamente e sozinho, não tem prova objetiva nenhuma contra ele", afirmou.


Depois de aguardar 22 anos pelo julgamento, Paulo demonstrou sua insatisfação com a dinâmica do júri. “A única coisa que sobrou nessa história pra mim era ver ele sentado no banco dos réus, mas ele escolheu responder ao tribunal do júri do sofá da casa dele”, comentou sobre a dinâmica online do julgamento", relatou. 

Segundo o advogado que representa o pai da vítima, o cliente passou mal após a leitura da sentença e precisou ser internado. 


Julgamento

Na tarde desta terça-feira (19), o Primeiro Tribunal do Júri de Belo Horizonte condenou o médico, de 77 anos, a 21 anos e 8 meses de prisão pela morte do menino. O caso aconteceu em Poços de Caldas, 420 km de Belo Horizonte, em 2000, quando a vítima tinha 10 anos.

Álvaro Ianhez foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe e devido à menoridade da vítima na época do caso. A decisão cabe recurso, mas o juiz Daniel Chaves não autorizou que o sentenciado responda em liberdade.

Segundo a denúncia, o menino, que estava internado em um hospital da cidade, teve a morte cerebral confirmada indevidamente para a retirada de quatro órgãos, que foram encaminhados para doação.

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