Minas Gerais Pai de mulher morta pelo ex dentro de viatura também será indenizado

Pai de mulher morta pelo ex dentro de viatura também será indenizado

Em 2017, Laís Andrade Fonseca chamou a polícia contra o ex-namorado, mas foi levada ao lado dele no carro da polícia, onde foi esfaqueada

Mulher foi levada para delegacia ao lado do ex

Mulher foi levada para delegacia ao lado do ex

Reprodução / Record TV Minas

A Justiça determinou que o Estado de Minas Gerais indenizem R$ 70 mil o pai de uma mulher morta a facadas pelo ex-companheiro dentro de um carro da Polícia Militar. Em agosto, a mãe e os três irmãos da vítima foram indenizados.

A 1ª Vara Cível de Teófilo Otoni, a 450 km de Belo Horizonte, havia sentenciado o Estado a pagar ao pai da vítima R$ 70 mil por reparação moral. Os dois lados recorreram, mas a 4º Câmara Cível do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) confirmou a indenização e apenas alterou detalhes burocráticos da sentença.

O homem recorreu alegando que a morte da mulher impactou a estrutura familiar e que o valor da indenização não era proporcional ao abalo moral sofrido. Ele argumentou que a sua filha foi assassinada na guarda do Estado e que a indenização teria que servir para aliviar os sentimentos agravados e influenciar de forma que casos assim não se repetissem. Por fim, a defesa do homem pediu que a indenização fosse de 200 salários mínimos, algo em torno de R$ 209 mil.

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Já o Estado de Minas Gerais alegou que não teve nenhuma culpa ou responsabilidade pelo fato, que teria sido causado por “fato exclusivo de terceiro”. Além disso, o governo argumentou que o pai não teria comprovado como o seu “direito de personalidade” foi atingido e, por fim, afirmou que o valor de R$ 70 mil era “excessivo e desproporcional”.

O relator do caso, desembargador Moreira Diniz, afirmou que o valor da indenização é razoável e adequado ao caso, e relembrou que a quantia é igual à paga para a mãe. Por fim, ficou decidido que o valor de R$ 70 mil deverá ser corrigido a partir da data da decisão da 1º instância.

Relembre o caso

No dia 7 de outubro de 2017 Laís Andrade Fonseca, de 30 anos, chamou a Polícia Militar pois havia encontrado uma câmera no banheiro de sua casa, em Pavão, a 565 km de Belo Horizonte. Ela alegou que o ex-companheiro teria instalado o equipamento para vigiá-la. Os dois foram conduzidos até à Delegacia de Teófilo Otoni, a 71 km do local. Durante o trajeto, o homem matou a ex-companheira com uma faca.

*Estagiário do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli.

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