Minas Gerais PF combate desvio em hospital de campanha em Divinópolis (MG)

PF combate desvio em hospital de campanha em Divinópolis (MG)

Justiça autorizou o cumprimento de quatro mandados de prisão e 26 de busca e apreensão; buscas acontecem em oito cidades mineiras

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Agentes cumprem mandados em oito cidades

Agentes cumprem mandados em oito cidades

Divulgação / PF

A PF (Polícia Federal) realiza, na manhã desta sexta-feira (11), uma operação contra supostos desvios de recursos do Hospital de Campanha e da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Padre Roberto, em Divinópolis, a 120 km de Belo Horizonte.

A investigação apura as irregularidades que teriam sido praticadas pela empresa contratada para administrar as duas unidades de saúde. A companhia tem um contrato de R$ 103 milhões com o município.

Segundo a PF, análises da CGU (Controladoria Geral da União), identificaram “fortes indícios” em contratações feitas pela prestadora de serviços. O relatório ainda indicou possível favorecimento de empresas, ausência de divulgação de editais e pagamento de valores acima do normal.

“Ainda foi observado que a entidade teria sido favorecida pela Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis em seu processo de qualificação como Organização Social”, destacou a PF em nota.

As investigações começaram após denúncia indicar superfaturamento na locação de ambulâncias para a UPA. A reportagem procurou a Prefeitura de Divinópolis para comentar sobre a apuração, mas ainda não teve retorno.

Operação

Operação batizada de Entre Amigos acontece em oito cidades mineiras. São elas: Divinópolis, Belo Horizonte, Oliveira, Betim, Contagem, Mateus Leme, Lagoa Santa e São Joaquim de Bicas.

A Justiça liberou quatro mandados de prisão temporária, 26 mandados de busca e apreensão, 50 afastamentos de sigilo fiscal e bancário, um afastamento de função pública, quatro afastamentos do exercício de atividade econômica.

A PF também conseguiu o bloqueio de bens no valor de mais de R$ 2 milhões de nove empresas investigadas.

Segundo a corporação, os investigados vão responder pelos crimes de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e associação criminosa. Caso sejam condenados, as penas podem chegar a 19 anos de prisão, se condenados.

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