Minas Gerais PF ouve falsa enfermeira suspeita de vacinação ilegal em BH

PF ouve falsa enfermeira suspeita de vacinação ilegal em BH

Investigadores ainda trabalham para tentar identificar se produto aplicado pela suspeita era, de fato, vacina contra a covid-19

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento com Célio Ribeiro*, do R7

Cláudia estaria vacinando pessoas desde fevereiro

Cláudia estaria vacinando pessoas desde fevereiro

Reprodução / Record TV Minas

Está marcado para a tarde desta terça-feira (15) o depoimento à Polícia Federal, em Belo Horizonte, da falsa enfermeira investigada por aplicar supostas vacinas contra a covid-19 em empresários, em uma garagem de ônibus da capital mineira.

Segundo a Polícia Federal, o depoimento de Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas está previsto para acontecer na tarde de hoje.

O caso veio à tona após uma reportagem da revista Piauí publicar, no fim de março, que empresários e políticos mineiros teriam se imunizado contra a doença em uma garagem de ônibus na região Noroeste da capital. No dia seguinte, o R7 divulgou um vídeo que mostrava p dia de vacinação. Na época, apenas trabalhadores da saúde e idosos tinham direito ao medicamento.

Veja: Falsa enfermeira aparece em vídeo dizendo que vacina custa R$ 600

A investigação da Polícia Federal apontou que a suposta enfermeira estaria cobrando, pelo menos, R$ 600 reais pelas duas doses. Durante buscas realizadas na casa da suspeita, os agentes encontraram caixas de isopor, seringas e soro fisiológico e um laudo comprovou que aqueles que receberam os supostos imunizantes contra a doença não tinham anticorpos contra a covid-19. Os investigadores trabalham para saber se as vacinas eram verdadeiras.

Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas foi alvo de mandados de prisão preventiva e temporária e ficou quatro dias detida. Ela foi beneficiada por um habeas corpus que permitiu que ela ficasse em liberdade, desde que não saísse da capital mineira nem se aproximasse de envolvidos na investigação.

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