Poder público se mobiliza por mais prazo para MG iniciar pagamento de dívida com a União
Governo Estadual, Assembleia e o presidente do Senado recorreram ao STF em busca de tempo para analisar alternativas
Minas Gerais|Vinícius Rangel e Pablo Nascimento, da Record Minas

Chefes de poderes sinalizaram, nesta quinta-feira (7), uma mobilização para prorrogar o prazo que o estado de Minas Gerais tem para aderir ao Regime de Recuperação Fiscal e iniciar o pagamento da dívida de R$ 160 bilhões com a União. O limite atual é até 20 de dezembro, mas a ideia é que o período chegue ao final do primeiro trimestre de 2024.
Nesta tarde, o Governo de Minas e a Assembleia Legislativa entraram com ação conjunta no STF (Supremo Tribunal Federal) com objetivo de estender a data até o final de março ou início de abril. Caso a mudança seja autorizada, a ideia é que a discussão sobre adesão ao regime seja suspensa na Assembleia.
• Clique aqui e receba as notícias do R7 no seu Whatsapp
• Compartilhe esta notícia pelo WhatsApp
• Compartilhe esta notícia pelo Telegram
• Assine a newsletter R7 em Ponto
"Estou muito esperançoso e torcendo muito para que a gente consiga esse prazo. Dentro dele, o Governo Federal, do Estado, a Assembleia e o Congresso, juntos, vão conseguir construir uma alternativa muito melhor para o nosso estado”, comentou o presidente da Assembleia de Minas, deputado Tadeu Martins Leite (MDB).
Em Brasília, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em mais uma rodada de conversas sobre alternativas ao regime.
Pacheco, que propôs um plano B programa, também se encontrou com Kassio Nunes Marques, ministro do STF, para negociar a prorrogação do início do pagamento da dívida.
“O primeiro passo é o estado de Minas Gerais e União concordarem com essa prorrogação do prazo para que seja tabulada a negociação e até 31 de março termos o equacionamento definitivo da dívida. Ou seja, um arranjo que possa servir para pagamento da dívida e não simplesmente um conforto momentâneo”, avaliou o senador.
Enquanto as negociações correm com o Governo Federal, a oposição e a base de Zema na Assembleia divergem sobre o tema. O assunto foi tema do quadro MGR na Política desta quinta-feira (07). No quadro, os parlamentares apresentaram as razões do embate. Assista à íntegra abaixo:















