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Polícia Civil conclui inquérito sobre morte de capitã da PM; marido da vítima está preso

Crime foi no dia 20 de julho deste ano, no bairro Santa Cruz, em Belo Horizonte; caso tramita em segredo de justiça

Minas Gerais|Ricardo Vasconcelos, da Record Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito sobre a morte da capitã da PM Michele Leão Azevedo, indiciando seu marido, o sargento Eduardo Abner, por feminicídio majorado.
  • Michele morreu em 20 de julho, após ser levada ao hospital pelo marido, que alegou uma queda; no entanto, ferimentos suspeitos levantaram dúvidas sobre a versão apresentada.
  • Imagens de câmeras e vestígios no apartamento indicaram violência, e a Polícia Militar encontrou indícios de um relacionamento abusivo e registros de agressões anteriores.
  • A defesa do sargento nega as acusações, enquanto a família de Michele busca esclarecimentos completos e confia na perícia para elucidar os fatos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sargento foi preso suspeito de matar a capitã Reprodução/RECORD MINAS

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu nesta sexta-feira (21) o inquérito policial que investigou a morte da capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo, de 41 anos. O crime foi no dia 20 de julho deste ano, no bairro Santa Cruz, na região Nordeste de Belo Horizonte. O marido dela, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, foi indiciado por feminicídio majorado.

Por meio de nota, a PCMG informou que o inquérito apurou a autoria, materialidade, motivação, dinâmica e circunstâncias do feminicídio. Outras informações não poderão ser prestadas, tendo em vista que o procedimento tramita sob sigilo decretado pelo poder judiciário.


O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que ainda não teve acesso ao inquérito policial. Após o recebimento, a Promotoria de Justiça responsável irá analisar o procedimento para decidir sobre o oferecimento de denúncia.

Feminicídio Majorado

De acordo com o Código penal, o feminicídio majorado é o assassinato de uma mulher por razões de gênero (envolvendo violência doméstica ou menosprezo à condição de mulher) que recebe um aumento de pena de um terço até a metade devido a circunstâncias específicas de maior vulnerabilidade ou descumprimento da lei no momento do crime.


Relembre o caso

A capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo, de 41 anos, morreu na noite do dia 20 de julho, após dar entrada no Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, com múltiplas lesões e já sem sinais vitais. Ela foi levada à unidade pelo marido, o sargento da PM Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, que afirmou aos médicos que a esposa havia caído da escada do apartamento onde o casal morava, no bairro Palmares, na região Nordeste da capital.

A versão, no entanto, passou a ser questionada depois que a equipe médica identificou diversos hematomas e ferimentos incompatíveis, a princípio, com uma queda acidental. A Polícia Militar foi acionada e iniciou as diligências ainda durante a noite.


Imagens das câmeras de segurança do prédio registraram o momento em que Eduardo deixa o apartamento levando Michele até a garagem antes de seguir para o hospital. Durante as buscas no imóvel, os militares encontraram vestígios de sangue em diferentes cômodos, um bastão de madeira quebrado e roupas que teriam sido lavadas na máquina após os fatos.

Em entrevista coletiva, a Polícia Militar informou que os levantamentos iniciais apontam indícios de um relacionamento abusivo entre o casal. Segundo a corporação, a investigação também identificou registros anteriores de agressões envolvendo os dois. Eduardo foi preso e encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde o caso é investigado pela Polícia Civil.


A defesa do sargento nega que Michele tenha sido vítima de agressões e sustenta que os ferimentos decorreram da queda da escada e de práticas sexuais consensuais do casal. A versão, entretanto, é contestada pela família da capitã, que cobra o esclarecimento completo dos fatos e afirma confiar no trabalho da perícia para apontar o que aconteceu dentro do apartamento.

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