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Polícia Civil faz nova perícia em rua onde menor foi morto com tiro por PMs

Justiça decretou prisão preventiva dos militares, que já têm envolvimento em outros crimes 

Minas Gerais|Do R7

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Agentes buscaram novos vestígios sobre o crime na rua
Agentes buscaram novos vestígios sobre o crime na rua

Policiais civis do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) estiveram, nesta sexta-feira (18), no bairro Pompeia, na região leste de Belo Horizonte, onde um adolescente de 14 anos foi morto com um tiro nas costas disparados por militares do 22º Batalhão. Os agentes fizeram uma nova perícia na região com o objetivo de achar mais vestígios sobre o crime. A ação foi coordenada pelo delegado Luiz Flávio Cortat. 

O cabo Ricardo Costa de Andrade, de 38 anos, e o sargento Luciano de Abreu Ramos, de 41, tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça. As armas usadas pelos policiais foram recolhidas e eles permanecem detidos desde a última terça-feira (15). Os dois já possuem envolvimento em outros homicídios. 


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Entenda o caso

Na última segunda-feira (14), um adolescente de 14 anos foi morto por militares durante patrulhamento no bairro Pompeia, na região leste de Belo Horizonte. Conforme o Boletim de Ocorrência registrado pela PM, o menor teria reagido a uma tentativa de abordagem e também teria sacado uma réplica de pistola e apontado em direção aos dois policiais.


Foi neste momento que os militares teriam atirado em direção ao adolescente. No entanto, ele foi atingido nas costas. Silva chegou a ser socorrido até o Hospital de Pronto-Socorro João 23, mas não resistiu ao ferimento e morreu durante a madrugada de terça-feira.

Um adolescente que teria presenciado o crime, no entanto, contou uma versão à Polícia Civil, diferente da registrada pelo BO. Em depoimento na sede da CIA (Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional) ele disse que, após o crime, foi levado à sede do 22º Batalhão da PM, o que é proibido pela Justiça em caso de apreensão de menores.


Além disso, o jovem contou que foi orientado pelos militares à dizer em seu depoimento que teria ouvido apenas dois tiros, o que também foi registrado no Boletim de Ocorrência. No entanto, a testemunha teria escutado cinco disparos.

Também há dúvidas em relação ao horário do crime. No Reds (Registro de Evento de Defesa Social) referente ao caso, o horário informado pela PM de início da ocorrência é 3h24 de terça-feira (15). A entrega do REDS à Polícia Civil ocorreu às 5h46. Já o BO, segundo a PM, teria sido feito às 0h28. Já Silva deu entrada no Hospital João 23 às 23h55.

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