Minas Gerais Polícia descarta solvente em cerveja de PM morto em Juiz de Fora (MG)

Polícia descarta solvente em cerveja de PM morto em Juiz de Fora (MG)

Peritos tentam identificar o que provocou óbito; hospital sugeriu intoxicação com produto usado na fabricação de tintas

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Perícia também não encontrou outras 2 substâncias

Perícia também não encontrou outras 2 substâncias

Reprodução / Pixabay

A substância tóxica que pode ter provocado a morte de um policial militar reformado em Juiz de Fora, a 280 km de Belo Horizonte, no último mês de maio, não foi encontrada nas amostras de cerveja recolhidas na casa da vítima.

A conclusão foi feita pela perícia da Polícia Civil, nesta sexta-feira (11). O produto, conforme mostrado pela reportagem, é um solvente usado na fabricação de tintas e baterias de lítio.

Os peritos também analisaram se nas garrafas havia traços dos anticongelantes monoetilenoglicol e dietilenoglicol, que matou clientes da cervejaria Backer que consumiram produtos contaminados, mas não foi dectada a presença das substâncias.

Agora, os investigadores trabalham para descobrir o que provocou ao óbito de Antônio Paulo dos Santos, de 61 anos. "O Inquérito Policial aguarda a conclusão do Laudo de Necropsia e as investigações seguem em andamento para apurar a causa e as circunstâncias da morte da vítima", informou a Polícia Civil.

Investigação

As cervejas analisadas são da marca Brussels. A Vigilância Sanitária recolheu para perícia duas latas que estavam na casa de Santos, após sua esposa relatar à polícia que o marido comprou os produtos e consumiu outras duas latas dois dias antes de começar a passar mal. A mulher também disse que o companheiro comeu uma feijoada fora de casa.

Santos ficou internado com quadro de insuficiência renal durante 14 dias antes de morrer. O diretor do Hospital Albert Sabin relatou em um boletim de ocorrência que uma biópsia inicial aponta possível intoxicação pela substância chamada dimetil glicol, solvente usado em fábricas de tintas.

Após a repercussão do caso, a Cervam, fabricante da Brussels na cidade de Cláudio, a 141 km de Belo Horizonte, destacou que a empresa não utiliza a substância citada pelo médico. Na época, o Mapa (Ministério da Agricultura e Agropecuária) informou que não via relação entre o óbito e o consumo da bebida e, assim, não iria suspender a fabricação ou venda da cerveja.

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