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Polícia libera suspeito de aplicar golpe em família de militar desaparecida

Sátiro Fagundes Rosa pedia R$ 5.000 por falso resgate; ele alegou que teve Facebook hackeado

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Miriam Rodrigues está desaparecida desde maio
Miriam Rodrigues está desaparecida desde maio

Já está nas ruas o estelionatário que tentou aplicar um golpe na família da tenente da Aeronáutica Miriam Márcia Rodrigues Tavares, desaparecida desde maio. O lavrador Sátiro Fagundes Rosa, 29 anos, mandou mensagem para o irmão da militar pedindo R$ 5.000 para entregar a tenente, dizendo que a teria sequestrado.

A delegacia que investiga casos de desaparecimento desconfiou da história e rastreou a conta bancária informada por Sátiro Fagundes, estelionatário conhecido em Lajinha, no sul do Estado. O caso foi enviado para a cidade, onde ele responde por dois crimes de estelionato e furto e já foi condenado a dois anos de detenção, em regime aberto, mas cumpriu serviços comunitários, segundo o Tribunal de Justiça.


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Sátiro Fagundes negou o crime na delegacia e disse que teve o Facebook invadido por um hacker nos últimos dias. Ele disse ao delegado Henrique Mateus Rabello que a pessoa teria copiado sua foto e entrado com contato com a família da militar por Whatsapp usando seus dados. Como não havia mandado de prisão em aberto, o crime foi cometido à distância e e não havia "outros elementos suficientes para lavrar a prisão", o estelionatário acabou liberado.


Conta de vizinho

O delegado descobriu que o suspeito usou a conta bancária de um vizinho para aplicar o golpe. Em depoimento, o homem disse que forneceu o número da conta porque Sátiro ofereceu R$ 100 caso ele aceitasse um depósito de R$ 5.000. O chip do celular usado pelo golpista, segundo a polícia, foi comprado em nome de uma moradora da cidade. Ela também foi chamada à delegacia e disse que Sátiro se apresentou como representante de uma firma de fertilizantes oferecendo emprego para ela e o filho. A mulher disse que entregou R$ 280 e a cópia dos documentos ao estelionatário. Segundo ela, Sátiro pode ter usado os dados para comprar o chip.


Entenda o caso

Miriam Márcia foi vista pela última vez no dia 3 de maio, mas o sumiço da oficial só foi registrado no dia 5, quando uma colega de trabalho da tenente, com quem ela dividia apartamento no bairro Prado, região oeste de BH, estranhou não encontrá-la e acionou a polícia.


Nesta data, ele teria ido até uma agência bancária onde realizou um depósito na conta da irmã. Em seguida, ela saiu em seu carro, um Palio Prata, placa HNY3582, e não levou celular. Desde então, a tenente nunca mais foi vista. Antes do desaparecimento, Mirian Marcia também teria deixado uma carta para os familiares, mas até hoje o conteúdo da correspondência ainda não foi divulgado

A polícia não descarta nenhuma hipótese e investiga o paradeiro da oficial em outros estados do país, mas até agora não há pistas sobre o que aconteceu com a oficial.

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