Polícia mantém sigilo sobre suspeitos de morte de brasileiras em Portugal
Um suspeito foi preso e uma pessoa foi ouvida e liberada em BH
Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

Foi preso, em Belo Horizonte, um dos suspeitos de matar e esconder os corpos de três brasileiras, em Portugal. Uma outra pessoa ligada ao suspeito também foi ouvida e liberada. De acordo com a Polícia Federal (PF), responsável pela condução do caso, as investigações seguem em sigilo, por isso não foi divulgada a identidade dos detidos.
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Apesar da PF não confirmar o nome do preso, para as famílias das vítimas, Dinai Alves Gomes, de 34 anos, é o principal suspeito. Ele era namorado de Michele Santana Ferreira, de 28 anos, e teria fugido para o Brasil após o crime. Segundo familiares das vítimas, uma suposta gravidez de Michele seria o motivo do crime. A mineira de Campanário, no Vale do Rio Doce, morava em Portugal há cerca de oito anos e há quatro mantinha um relacionamento conturbado com Gomes.
Devido ao sigilo decretado pela Justiça, o delegado responsável pelo caso confirmou apenas que um suspeito está preso. De acordo com a polícia, a causa das mortes e a motivação do crime ainda estão sendo apuradas.
Relembre o caso
A polícia encontrou os corpos das mineiras Michele Santana Ferreira, de 28 anos; da irmã dela, Lidiane Neves Santana, de 16 anos; e da amiga capixaba Thaiane Milla Mendes Dias, de 21 anos, no dia 26 de agosto, em Portugal. Os corpos estavam dentro de um barril, no fundo de um poço que fica atrás de um hotel para cachorro, onde trabalhava o namorado de Michele.
As brasileiras estavam desaparecidas desde fevereiro deste ano.De acordo com a família, Lidiane, que sonhava em estudar na Europa, foi morar com a irmã em novembro do ano passado. No fim de janeiro, Thaiane amiga da adolescente, se juntou às irmãs, mas poucos dias depois de chegar em Portugal, não fez mais contato com a família. Michele e Lidiane também não foram mais localizadas.
Em março deste ano, as famílias das vítimas procuraram a Polícia Federal e comunicaram o desaparecimento das jovens. Os agentes passaram a trocar informações com policiais de Portugal. Em Maio, foi instaurado um inquérito para investigar um suposto homicídio. Três meses depois, os corpos foram encontrados.















