Polícia pede exumação de corpos após mãe e filho morrerem durante o parto em MG
Delegado quer apurar se houve erro na conduta dos profissionais envolvidos no procedimento
Minas Gerais|Márcia Costanti,do R7

A Polícia Civil de Ouro Fino, no sul de Minas, investiga o caso de uma grávida de 33 anos que morreu durante o parto, na Santa Casa da cidade. O bebê também não resistiu. O fato ocorreu no último sábado (22), mas a denúncia passou a ser apurada pelo delegado Arthur Augusto Ribeiro da Silva somente na última segunda-feira (24), depois que a notícia ganhou forte repercussão nas mídias sociais, a partir de mensagens de parentes e amigos de Grace Kelly Tavares Bazini, revoltados com o ocorrido.
De acordo com as informações colhidas a partir de depoimentos, Grace deu entrada na unidade de saúde por volta de 22h de sábado (22). Ela já estava em trabalho de parto avançado e apresentava 7 cm de dilatação, sendo conduzida pela equipe médica ao parto normal. No entanto, conforme o relato do marido dela, Luís Fernando Pereira de Almeida, a mulher tinha indicação para cesariana, já que pretendia passar pelo procedimento de laqueadura, para não ter mais filhos.
O trabalho de parto se estendeu durante a madrugada e, já no início da manhã, os médicos trouxeram a notícia de que a dona de casa não havia resistido, assim como o bebê. Para entender o que ocorreu com ela durante o procedimento, o delegado pediu ao hospital o prontuário original da paciente já que, ainda segundo familiares, a unidade de saúde teria adulterado o documento.
— Estamos apurando a conduta de todos os servidores que estiveram de plantão naquele dia para investigar a possibilidade do crime de homicídio culposo.
Caso seja verificado que houve negligência no atendimento à Grace, o hospital e todos os envolvidos no processo podem ser indiciados. Silva solicitou ainda a exumação dos corpos, que não chegaram a passar por necropsia antes do enterro.
— Foi solicitado porque, como não foi registrada a ocorrência no dia, o delegado de plantão não foi comunicado e os corpos não foram encaminhados para o IML (Instituto Médico Legal), para que o legista analisasse a situação.
Todos os familiares e profissionais que participaram do parto da vítima serão chamados para prestar esclarecimentos. O delegado ressaltou que pretende "correr" com as apurações para que, caso seja comprovado que houve erros na atuação do hospital, "erros como este sejam evitados".
A reportagem do R7 entrou em contato com a Santa Casa, que informou que somente a diretora do local, Dirce de Freitas Garcia, poderia falar sobre o assunto. A responsável, no entanto, está em reunião com a Gerência Regional de Saúde em Pouso Alegre, no sul do Estado, e não foi encontrada.















